Essa é a pergunta que eu mais escutei nos últimos dias, de todo tipo de pessoa, das mais próximas às mais desconhecidas. Tudo porque sou uma das pessoas destacadas na minha equipe para trabalhar na cobertura do Big Brother Brasil 12. Sim, sempre acompanhei o programa, mas meio por cima, pela internet e da metade para o final. De qualquer forma, não foi uma tarefa recebida como um castigo, mas como um desafio e até mesmo uma diversão. E tem sido muito recompensador, profissionalmente. Um grande aprendizado. Sério. Porém, no meio disso tudo, quem iria supor que eu teria de lidar com uma pergunta tão escabrosa como “estuprou ou não?” e que, pior, é feita em tom de brincadeira?
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Paciência é uma virtude que eu nunca tive. Começa que era para eu ter nascido em 10 de junho, mas resolvi dar o ar da graça neste mundo um tantinho antes… 14 de maio! (E olha que não teve erro de conta, já que minha mãe fez tratamento para ficar grávida e sabe exatamente em qual semana isso aconteceu.) Na escola, primeiro me pularam uma série (ainda na pré-escola), então me voltaram uma série (tenho duas formaturas de prézão, tá? rs), depois queriam me adiantar uma série de novo (da sétima -hoje oitava- pro ensino médio). Porém, eu já tinha perdido a paciência e não quis (e perder a formatura? e estudar com uma turma que eu detestava? no way!). ..
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…quando querem estabelecer uma relação de confiança, mas nada do que você diz em particular permanece assim: em particular. Se tudo que falo vira assunto para bater papo com os amigos, como querer que eu compartilhe minha intimidade? Mesmo quando são assuntos que não me dizem respeito diretamente, mesmo que sejam sobre pessoas que ninguém mais conhece, mesmo aqueles desabafos que você precisa fazer para não explodir, mesmo quando você explica com todas as letras o porquê de não querer falar sobre tal coisa naquele momento ou o porquê da necessidade de manter segredo. De que adianta? Depois vão lá e impõem sua maneira de fazer as coisas, atropelam tudo, criam uma confusão em algo que seria levado de um ..
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Uma coisa chata de quando você está solteira (ou solteiro) é quando surge aquele amigo comprometido (há milênios) querendo dar conselhos na linha do “se eu fosse solteiro também”. A chegada do Carnaval parece funcionar como uma fonte de inspiração, ou pelo menos um bom incentivo, para esse tipo de abordagem — na maior parte das vezes, constrangedora e desnecessária. Já tive namoros longos, namoros curtos, rolos, enroscos, momentos de ”micaretagem” e até mesmo períodos de sossego total (absoluto, mesmo). Passei por todas essas fases e, acredite, não preciso ouvir que é bem melhor estar solteiro do que comprometido. Eu sei as vantagens e as desvantagens de cada um desses “estados civis”. A maioria das pessoas sabe, aliás. Geralmente, o papo começa com ..
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Se tem uma coisa que me irrita é início de relacionamento. De qualquer tipo! Não precisa ser amoroso, não. Qualquer relação “indefinida” me dá nos nervos. Você não sabe como falar com a pessoa ou como falar da pessoa (é colega? é amigo? é rolo? é ficante? é namorado? não, não, não, mais ou menos, não, sei lá…). Você não sabe se comprimenta acenando com a cabeça, com beijo no rosto, dando pulos de alegria, um tchauzinho de longe… E se a pessoa achar que você não tá nem aí? Que você não gosta dela? Que você é frio e insensível? Que você é uma grossa? Ou, ao contrário, que você é pegajosa? Você pode se magoar porque a pessoa ..
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Eu acho impressionante uma coisa que sempre acontece comigo quando eu tenho algum desentendimento público com uma pessoa (namorado, amigo, amiga…): eu descubro todos os podres da vida dela! Não é que eu vá atrás disso! As pessoas é que vêm atrás de mim para me contar. O curioso é que, antes, ninguém falava nada sobre o indivíduo em questão. Pelo contrário, só faziam elogios; mesmo que vagos, ainda eram elogios. Aí você tem uma briga com essa pessoa e todo mundo vem dizer que ela falou mal de você não-sei-quando, que ela é uma sacana porque fez não-sei-o-quê com não-sei-quem… Mas se ela não prestava, por que ninguém me avisou antes? Né? Acho simplesmente incrível essa “sincronicidade”, gente! (/ironia)
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Já houve alguém com quem vocês adoravam conversar pessoalmente e odiavam pelo MSN? Ou amavam trocar e-mails, mas na hora de falar por telefone era uma merda? Putz, eu conheço uma fileira de gente assim, parece que dependendo do “meio de comunicação” o diálogo fica truncado, não funciona mesmo. Juro que tento entender o que dificulta tanto a transposição do mesmo papo de um veículo para o outro, se é o pensamento rápido, a gesticulação, as expressões no rosto, sei lá… Ou se é porque, no telefone, o silêncio incomoda muito mais que pessoalmente. Talvez eu tenha monólogos com essas pessoas também quando as encontro pessoalmente, mas não consiga perceber, sabe? Como se a presença delas ali já indicasse que elas estão participando ..
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