Lidar com o luto, apesar de inevitável, pode ser surpreendemente doloroso. Quem nunca perdeu um ente querido, sequer pode imaginar a dor. E, por mais que já tenhamos passado por essa experiência, cada perda é diferente. Somada à ausência de quem amamos (e também de quem nos amava), vêm a sensação de impotência e a dura constatação de nossa própria mortalidade. Infelizmente, ninguém vive para sempre, nem nós mesmos – o que é lógico, no entanto, muito duro de admitir. A escritora e roteirista Joan Didion passou por um ano extremamente devastador, quando perdeu seu marido e companheiro de trabalho John (uma relação de 40 anos) enquanto a filha (que depois descobri ser adotiva) do casal, Quitana, estava internada na ..
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Ontem fui no Teatro Alfa com a Marília (minha companheira de programas culturais, rs) para assistir à apresentação de Blanche Neige (Brance de Neve) do Ballet Preljocaj. A companhia foi fundada em 1984 pelo coreógrafo francês Angelin Preljocaj e sua sede fica no norte da França. O grupo conta com a colaboração de diversos artistas; no caso específico do Blanche Neige, é Jean Paul Gaultier quem assina os figurinos (belíssimos). As coreografias são incríveis, fluidas, fortes… Eu particularmente gosto de dança contemporânea, apesar de concordar que alguns coreógrafos “viajam” e só eles entendem o que querem dizer com aquilo. Não foi o caso desse espetáculo. Mesmo que não fosse uma história conhecida, era possível compreender perfeitamente o que se passava ..
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Logo que inaugurou o Centro de Educação e Cultura na minha cidade (Salto/SP), fui conferir a apresentação “50 anos de bossa-nova” do Ballet Stagium. Como eu adoro dança contemporânea e bossa-nova, não tinha como não gostar, né? Mas não foi só por isso: o grupo tem uma irreverência enorme, presença de palco, sex-appeal, bailarinos fantásticos… A apresentação prende do começo ao fim, torna difícil escolher um número favorito (minha mãe adorou “O pato”, mas eu fiquei encantada com “Triste alegria”, porque sou louca por essa música da Miúcha – rola uma identificação com a moça errada da canção, talvez, rs). As meninas faziam um jogo com as mãos usando luvas brancas que era incrível. Não adiantou tentar repetir em casa, ..
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Nossa, o que foi esse final de semana em São Paulo? Frio, chuvinha fina, aquele céu nublado, só pedindo para a gente ficar enfiada debaixo das cobertas, comendo pipoca e vendo um filminho, né? :D Mas, mesmo com o frio, eu consegui fazer quase tudo que eu queria – só não deu para ir no show de encerramento do Bourbon Street Fest porque eu queria curtir o show e não pegar um resfriado! Uma pena, verdade seja dita. Consegui espantar a preguiça do sábado lá pro meio da tarde. Abandonei meu ponto cruz viciante (sério, eu nunca faço, porque quando começo fico parecendo uma maníaca!) e fui no Sesc Pompeia ver a exposição da Sophie Calle, Cuide de você. Até ..
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