quando fazer amigos já não é tão simples

Um dos posts mais bombados aqui no blog é o com dicas para sair sozinho. Escrevi o texto há 3 anos e até hoje recebo comentários nele. Naquele momento, estava solteira depois de uma sequência de três namoros e já tinha terminado a faculdade. De certa forma, estava curtindo ficar um pouco sozinha e ainda não havia me dado conta de que o constrangimento que eu sentia de “grudar” em algum amigo era muito mais comum do que eu pensava. Ninguém quer incomodar, ou parecer carente, não é mesmo?
Por mais que estivesse fazendo pós, a relação com os colegas não é tão próxima como na facul, porque você não encontra com o pessoal todos os dias e o curso tem uma duração menor. Além disso, já temos uma vida bastante atribulada, o que atrapalha os encontros fora da sala e, consequentemente, que você cultive uma amizade mais profunda. Apesar disso, tinha uma turma bem bacana e consegui fazer bons amigos, que mantenho até hoje, mas nada que se compare à convivência intensa que eu tinha com algumas amigas na adolescência.
A competição, mais ou menos velada, entre os colegas de trabalho dificulta a criação de laços verdadeiros. Só fiz amizade de verdade com pessoas que tinham funções totalmente diferentes das minhas nas empresas em que trabalhei, rs. Talvez eu seja uma pessoa que passa essa imagem de competição muito forte, porque sou bem focada e “direto ao ponto”, então confesso que aí entra uma parcela de culpa bem grande da minha parte.
No fim, como a gente faz para conhecer gente nova depois de uma certa idade? É difícil. E é um problema que todo mundo tem, em todos os lugares do mundo.
Tenho um amigo que mora nos EUA e que estava contando suas “desventuras” amorosas outro dia, e o quanto isso tem relação com o fato de ele já não ter mais tantos amigos com quem sair à noite. Com o dia a dia corrido e boa parte dos antigos amigos casada, o que resta são redes sociais e sites de relacionamento (aliás, tenho cada vez mais amigos namorando/noivando/casando com pessoas que conheceram em sites de namoro). Não é o melhor dos mundos, eu mesma tive uma experiência que não foi exatamente gratificante (se vocês quiserem, posso contar em outro post), mas é a opção mais confortável no momento para ele. Tudo bem que a realidade nos EUA é bem diferente da nossa, as amizades lá são tratadas de outra forma por uma série de razões, afinal, eles são um povo mais “fechado” que o brasileiro. Contudo, acredito que isso aconteça muito mais por conta da nossa vida “adulta” do que pela cultura do local.
Muitas vezes, quando estamos solteiros, ficamos tão preocupados em encontrar um novo par que esquecemos o mais básico: buscar novas amizades. Primeiro porque, quanto mais amigos você tiver, mais fácil será conhecer “candidatos” ao título de namorado(a). Segundo porque acredito que um bom relacionamento amoroso começa por uma amizade. Precisa ter intimidade, precisa aceitar os defeitos do outro, precisa aprender a conviver, precisa confiar segredos e fazer planos… A diferença (crucial, é claro) é que há uma atração sexual também, mas na maior parte do tempo você terá uma relação de cumplicidade que só é possível entre dois grandes… amigos! Se a gente não tem paciência nem para fazer uma amizade despretenciosa, o que dizer de um relacionamento amoroso?!
E mais: mesmo quem já tem um relacionamento estável precisa manter amigos. Faz bem! Não adianta viver em um “mundo bolha”, só você e seu par… Uma hora cansa, dá desespero, você se sente sufocado… E acaba estragando sua relação.
Semana passada, li uma matéria da Folha que falava exatamente sobre essa dificuldade em fazer amigos depois de uma certa idade. E já tem até empresas especializadas em promover encontros entre adultos para quem quer fazer novas amizades. Então, se você sente que não está fácil, não fique triste: não é um “defeito” ou uma falta de habilidade social. É mais comum do que você pensa!
O que eu fiz para driblar esse problema? Bom, primeiro, me reaproximei de amigas de infância (infância mesmo). O mais curioso é que não eram as melhores amigas de infância. Depois, passei a me cobrar encontrar com algumas pessoas muito queridas pelo menos uma vez a cada dois, três meses. Parece muito tempo? Não é tão fácil assim combinar esses encontros… Por fim, amigos secretos “fora de época”, agendar atividades que todo mundo gosta (ir ao teatro, no meu caso, ou a um restaurante novo) e até mesmo grupos de e-mail ou no Facebook ativos me ajudam a manter esses laços.
E vocês, o que têm feito para cultivar as amizades depois dos 25 anos?
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De volta a Sampa
o poema da lagarta
quando a gente brincava de gato e rato
férias chegando…
nina, a nossa snowshoe “genérica”




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Então, eu percebo isso e posso dizer que se sofre um pouco. Eu namoro desde meus 15 anos e nunca foi problema pra gente sair com os respectivos amigos, o problema é quando os amigos não acham mais tempo pra você. Fui morar longe da minha cidade natal, alguns amigos ficaram pra trás, sai da cidade que fiz faculdade, mais amigos pra trás, então fica realmente complicado arrumar novos amigos e ainda manter os novos, já que alguns começam a namorar e nem contato mantém mais. Sempre tento mandar e-mail, nunca me desligo dos amigos antigos, o problema é quando eles não ligam. OK, sou carente de amizades.rs
Eu tenho muita dificuldade de fazer novas amizades. Primeiro porque sou tímida, segundo porque sou chata. Canso se a pessoa “gruda”, canso se ela só fala de um assunto… canso. Aí, com o passar do tempo o que me trouxe amigos queridos foi a internet. Aquele papo de que dá pra encontrar gente com os mesmos interesses é real.
Também tento manter contato com as pessoas queridas de tempo em tempo. Até ano passado chegava a passar mais de ano sem encontrar as amigas de infância, agora me forço a liberar tempo na agenda para elas, pelo menos a cada 6 meses. Parece pouco, mas já é bom. Queria ter mais tempo, mas sei que não rola.
E faz favor de ir contando a história do site de namoros! hahah
Sempre tive dificuldades para fazer amizades. Mas desde que sai da faculdade a alguns anos atras parece que elas aumentaram.
Concordo que quanto mais velhos ficamos mais difícil vai sendo fazer novas amizades.
Estanho que quanto mais difícil fazer amizades reais (mudar de cidade, terminar faculdade ,mudar de emprego) mais fácil foi de fazer amizades virtuais.
Interessante o rumo que isso tomou, visto que muitas dessas amizades “digitais” hoje são reais. Posso não encontrar eles com frequência, mais ainda é mais fácil do tentar entrar nos grupos já fechados (pelo menos onde eu moro).
Só acho que algumas dificuldades são postas pelas próprias pessoas, parecem que todo mundo quer se acomodar e tem medo ou preguiça de ir longe, de reunir a “velha turma”.
Parece que as pessoas tem medo de fazer amizades “de longe”.
Triste pensar que perco grandes amigos com isso.
Confesso que até eu sofro desse medo ou preguiça as vezes, acho que ficamos mais “acomodados” o quanto mais velhos e “adultos” ficamos (o que é bem triste).
Abraços
Eu fiz um post no meu blog exatamente sobre isso tem mais ou menos uma semana, mas é mais um agradecimento pra esses amigos que ainda ficaram, independente do tempo e da mudança de rotina. Eu não cheguei aos 25, mas pra mim a minha rotina nos últimos 5 anos já mudou tanto.. e não só a minha, mas dos outros também e isso acaba dificultando cada vez mais um grupo de amigos ficar junto ou duas pessoas manterem um contato mais constante.
Mas eu sou muito adepta a falar ocasionalmente no facebook, whatsapp ou marcar um cineminha e jantar. Parece pouco, mas só o fato da pessoa tirar o tempo e colocar energia em ir te encontrar já mostra, hoje em dia, o quanto ela preza pela tua amizade.
Oi…eu sinto muito isso…tenho muita dificuldade em fazer amizades depois dos 30, consequentemente acabo me sentindo sozinha. Por isso criei o blog:
http://fazendoamigosdepoisdos30.blogspot.com.br/
Quem quiser dar um pulinho:)
Tenho 21 anos, e no meu caso, sou preguiçosa para marcar encontros e resgatar antigas amizades, porém sei que isso não faz bem pra mim. Recentemente começei a me esforçar mais, e sair com amigas pelo menos 1 vez por mês, já é um avanço! Mas, de modo geral, tenho o mesmo problema que a maioria, visto que a maior parte de minhas amigas estão namorando/casando :)