13 de October de 2010

SWU: os shows

Atualizado por Juliana às 12:23 | 01 comentário

Vamos falar do motivo que levou as outras 49 mil pessoas ao SWU: os shows. É, galera, acho importante debater sustentabilidade e vou dedicar alguns posts a isso aqui e também no Juliu’s Pub (tem muita coisa, foram dez palestrantes por dia!), mas sei que a maioria das pessoas estava lá para ver suas bandas favoritas e tomar muita cerveja. ;)

Galera empolgada mesmo sentada na grama!

9/10

O primeiro dia era o mais sem graça para mim, então fiquei no climão balada/festa do interior, mais fazendo um social e passeando para conhecer bem o espaço do que me preocupando em assistir a shows inteiros. Peguei várias coisas picadas. Em especial, um trecho de Los Hermanos – apenas para confirmar que só gosto mesmo das músicas com influência do ska e destaque para o trio de metais. Desisti no meio. Parecia que faltava ensaio, mas não dava para saber direito porque as pessoas em volta cantavam muito alto… :P

Eu e a Marina estavámos só na alegria e na cervejinha! ;)

O show do Rage Against the Machine assisti de longe, o que foi ótimo! As paradas no som incomodaram, o famoso corinho que rima com SWU começou, mas quando eles voltaram a tocar, os fãs esqueceram e voltaram a pular enlouquecidos. Eu também pulei muito, mesmo sem conhecer metade das músicas.

RATM empolgou mesmo quem estava no fundão!

Lamentei um pouco não ter dedicado mais tempo para a tenda de música eletrônica, que parecia estar bem boa, mas foi bom aproveitar o dia para conhecer gente nova e rever algumas pessoas queridas. ;)

10/10

Já o domingo foi totalmente diferente. Joss Stone, Regina Spektor, Kings of Leon… Adorei, cantei muito, fiquei sem voz por causa deles.

Joss Stone, musa com hipotermia

Dave Matthews Band era uma grande expectativa, mas o show pareceu longo demais, as pessoas começaram a ficar impacientes. Até eu fiquei meio cansada em um certo momento. Um amigo disse que “parece que eles tocam juntos ainda apenas para provar que são excelentes músicos”. E são. Mas parecia um exibicionismo, faltou aquela coisinha, aquela conexão com o público.

Preferi o show do KOL, mesmo a crítica falando muito mal… Fazer o quê?

Conexão que o Jota Quest surpreendentemente tem. Não tenho um CD do Jota Quest, um mp3 sequer perdido nos meus arquivos, mas é o segundo show dos caras que vejo (o outro foi há dez anos!) que adoro, pulo, canto junto… Por alguma razão oculta, todo mundo sabe todas as letras do Jota Quest de cor! Já o Capital Inicial resolveu resgatar canções do Aborto Elétrico ao invés de investir pesado nos grandes sucessos e não empolgou tanto… Larguei no meio! Aproveitei a oportunidade para pegar uma batata com frango e catupiry e conferir as outras tendas.

Jota Quest no meio da tarde, animando o começo do segundo dia

Outra banda ótima desse dia foi Sublime with Rome, praticamente uma viagem no tempo! E ouvi um pouco de Volver na tenda dedicada a bandas novas. Não conhecia e gostei. Achei fantástico isso, você ter a chance de conhecer gente nova e, na sua maioria, aqui do Brasil mesmo.

A Cátia gostou tanto do domingo que voltou na segunda, depois do trabalho! Isso que é pique!

11/10

Um dia dedicado ao metal e ao rock, que começou meio chato para mim. Aproveitei para deitar um pouco na grama enquanto ainda tinha sol e era possível ficar de shorts e camiseta. Estava muito cansada e achei que seria melhor repor as energias para aguentar até às quatro da manhã inteira.

Aproveitando o sol enquanto era possível

Lá no meio da tarde, a coisa melhorou. No palco Água tocava um tal de Rahzel, que, desculpem, não conhecia. Mas foi bem legal! Ele pegou vários samples de músicas bem famosas e misturou com beatboxing e hip hop. Vou procurar depois também!

Mais gente teve a mesma ideia de curtir Rahzel sentadinha no sol

A tenda eletrônica também tinha começado e, na sequência, fui para lá conferir Anthony Rother, tentando fugir do metal. Bom demais! Depois foi a hora de trocar o look e colocar uma meia bem grossa e uma legging para aguentar o vento terrível da noite. Encontrei com um amigo na tenda de novas bandas e ficamos por lá até começar Incubus. Aí foi a alegria, né? Adorei! Pena que foi só uma hora…

O atraso do Queens of the Stone Age foi o tempo exato para ir ao banheiro, recarregar os copos e conseguir um lugar razoável na lateral do palco. Conhecia só as muito famosonas, mas gostei do que ouvi. Mudamos de lado para curtir Pixies e continuamos ali durante o Linkin Park, vendo de longe.

Pixies de longe, mas ainda assim bacana!

Bem que me avisaram que os dois últimos CDs da banda nada tinham a ver com os primeiros e levei um belo susto quando começou a tocar uma batida eletrônica… Até brinquei “gente, o Linkin Park desistiu do show e o Tiësto começou mais cedo, é?”. Não, era o DJ da banda que começou a ganhar muito nome e ter uma influência maligna no grupo, segundo meu amigo. Não que seja ruim, mas não é aquele Linkin Park bom de cantar (gritar) junto. É uma outra coisa qualquer que poderia tocar em qualquer balada eletrônica por aí. Dava para ver claramente a diferença na reação do público diante das músicas novas e das clássicas “In the End” e “Crawling”. O que sobrou de voz foi embora nessa hora, não aguentei, gritei junto! :P

Um terço do público já tinha aproveitado o show do Linkin Park para voltar para casa e outro terço saiu assim que o show da banda acabou. Eu fiquei com o terço doido para escutar Tiësto, que é sim o melhor DJ do mundo na minha singela e pouco importante opinião. Dei tchau para a galera e fui correndo para a grade, o único show a que assisti colada ali na cerquinha para a pista premium. Dancei como se não houvesse amanhã, com o resto de energia que sobrava. Sim, aquela doida dançando sozinha e cantando “Heartless” (é, a do Kanye West, chorei), “Escape Me”, “Feel It in My Bones”, “Who Wants to Be Alone”, “Silence”, “In the Dark” etc. etc. etc. era euzinha mesmo. Teve um problema no som, mas foi rápido. Acho que foi uma queda de energia, porque na sequência desligaram os telões laterais dos palcos.

Tiësto no encerramento do SWU :D

Fui embora cheia de terra, suja, rouca, dolorida, cansada e pilhada, mas muito feliz. Encerramento perfeito, especialmente porque só ficou quem queria muito mesmo curtir até o último momento – e curtiu, loucamente!

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  1. Thais Oct 17, 2010

    que delicia os shows! não fui pois não tinham tantas bandas que eu gostava e moro meio longe do local hehe (só uns 800km..)
    beijos!

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