sutiãs que a gente nunca esquece
Lembro quando ganhei meu primeiro sutiã, aos 11 anos. Estava na casa da minha avó, esperando minha mãe me buscar depois da aula de balé, quando ela apareceu com uma sacolinha plástica e – tchanam! – lá estava ele. Tá, não foi exatamente meu primeiro sutiã, mas foi meu primeiro sutiã porque eu realmente precisava de um. O primeiro sutiã de gente grande, sabe?
Não foi nada com a intenção de ser especial, mas bem que poderia ter sido, né? Foi bacana, mas foi uma daquelas situações que me fez me prometer que, quando tivesse minha filha, eu iria criar toda uma áurea de “olha que legal, filha, seu primeiro sutiã”. Talvez, para minha mãe, tenha sido meio difícil aceitar que a filhinha dela estava ficando com peitos. Mal sabia ela o quanto eu ficaria com peitos!
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Aí aconteceu assim, do nada, como muitas coisas na vida. Estava no acampamento onde comemoramos nossa formatura do fundamental, quando uma colega soltou um grito no banheiro do alojamento:
— Nossa, Ju, você tá com um peitão!
Claro que eu quis morrer de vergonha, apesar dela jurar que aquilo era um elogio, não uma crítica. E aí, quando comecei o ensino médio, já estava usando sutiã G. E era um saco, porque eu queria aqueles sutiãs bonitinhos, de bichinhos, com bojo e tal… E não tinha! Eu precisava me contentar com os beges e brancos, sem aro, sem bojo, sem alcinhas bacanas. Porque eu, de fato, usava sutiã de gente grande.
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Morria de vergonha de ser uma das meninas com mais peitos da sala. Foi só quando as baladas vieram e a Faby (quem lia meu blog em dois mil e bolinha lembra dela, certeza!) começou a campanha para eu usar umas blusinhas mais decotadas que comecei a aceitar meu corpo.
Mais ou menos nessa época, criei uma raiva imensa de usar sutiã. Sempre que podia, ficava sem. Afinal, eles estavam ali muito mais para esconder os meus seios do que para valorizá-los. Todas as minhas blusinhas de balada eram escuras e mais justinhas de propósito. E, aos 16, eu bem que podia dispensar a peça. A gravidade ainda não tinha causado efeito no meu corpinho.
Tá, nem tanto. Ela fazia seu efeito sim, mas não nos meus peitos: tenho uma postura péssima. Na verdade, tenho um problema nos joelhos que me fez desenvolver “desvios posturais compensatórios” – e me garantiu bons anos de fisioterapia. Sempre tive postura ruim (hoje é um pouco melhor, mas preciso voltar para a fisio, droga), desde criancinha mesmo. Só que, quando mudava de médico, eles nunca sabiam. E sempre vinham com aquele papo:
— Sua filha deveria reduzir as mamas para melhorar essa postura.
Ouvi tanto isso que, um dia, com a maravilha da internet, resolvi procurar como era a tal cirurgia. Me preocupava, especialmente, a cicatriz. Fiquei completamente apavorada quando vi que era grandinha e chorei uma noite inteira. Era superencanada com meu corpo, como a maioria das garotas de 16 anos. E se eu ficasse com um par de cicatrizes gigantes no lugar dos peitos? E se formasse queloide? E se ficasse ruim? Como eu teria coragem de ficar pelada na frente de alguém na vida?
É, adolescência e melodrama andam juntos. Mas esse surtiu efeito. Minha mãe não só me mudou de médico, como ligou para a fisioterapeuta para pedir que ela nunca, jamais, nem em sonho, tocasse nesse assunto comigo. Hoje nem consigo me imaginar sem meus “peitões”.
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Digo que uso sutiã G para simplificar, mas, dependendo da confecção, o G é pequeno demais para o meu tamanho 46. Então precisei dar um “upgrade” e parar de comprar lingerie em lojas de departamento. Foi quando comprei meu primeiro sutiã sozinha – e bonito –, já na faculdade.
Eu faria dois anos de namoro, então juntei uma graninha e fui numa loja bacana especializada em peças íntimas. Comprei um conjunto razoavelmente comportado, de tulê cor-de-rosa e estampa de bolinhas combinadas com rosas. Fofo. Mas o namorado da época nem ligou. Ele nunca tinha me visto com uma lingerie rowr (aquela também nem era tão sensual assim). Aliás, acho que ele nunca tinha visto alguém ao vivo e em cores com uma lingerie sexy! Mesmo assim, gostei da experiência. Sempre que podia, comprava algum conjunto mais bonitinho – o que era raro já que, no meu caso, eles costumam sair bem carinhos.
Hoje, alguns anos, empregos e namorados depois, tenho uma coleção de peças mais representativa, em diversas cores – até verde-esmeralda! (Há! Vingança!!!) Sou bastante apegada aos meus conjuntinhos e confesso que o sutiã certo tem o poder de mudar meu humor nos dias difíceis. Por isso, posso até dispensar meus sutiãs de vez em quando, mas queimá-los jamais! ;)
12 comentários
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Ah, menina! Eu sou do outro lado da força. Poderia ficar sem sutiã porque os peitos são “pequenos”, mas jamais fico porque… eles são pequenos. rs Todo o tipo de up, contorno e sustentação (nem sei se dá pra falar em sustentação quando não há peso, mas enfim!) é bem vindo. Hoje em dia inclusive ando numa crise tão absurda que tenho até evitado tirar as lingeries bonitas do armário… vê se pode? Um dia isso muda – ou eu mudo com isso! hahaha
beijo!
Fê, pense pelo outro lado: você tem a opção de ter mais ou menos peito, dependendo do sutiã. Dá para colocar aqueles bojos bacanas, com óleo e sei lá o quê, ou ficar elegante e magrinha ao natural. Deve ser pelo menos divertido, vai! :D
E pode apostar que logo, logo isso muda. Ou, como você disse, você muda com isso! rss Tenho várias amigas que colocaram silicone (e adoram ressaltar “mas não tô com tanto peito como você, viu?” :P) e, quando a coisa ficar feia aqui, acho que vou por também, hauhauhaua…
adorei! engracado que quem hj te ve assim segura de si nem imagina desses dramas da adolescencia.
esmeralda? sei nao… lilas ctz que ficaria um petáculu em vc!
Huauaau… Ah, Lê, acho que eu só me aceitei mesmo quando vi que não teria coragem de mudar (no caso, fazer a cirurgia). Foi um momento muito “ou vai ou racha”, sabe? huahuahau… TENSO!
E eu adoro meu sutiã esmeralda! Fico me sentindo a própria Pequena Sereia! huahauhaa…. :P
ola ju!
vc eh uma sortuda.so tive meu primeiro sutia com 14 anos,pq nem tinha peito,problema que me persegue ate hj.Pensei ate em colocar silicone mais mudei de ideia.Afinal como vc falou,tem sutia que resolve o problema das despeitadas,haha…
:D
Lembro dos sutiãs “menina moça” que minha mãe comprava pra mim… e eu morria de vergonha! hahaha hoje vou a loja de departamento e compro os sem costura, que são ótimos e dão total liberdade pra gente. E fato, um sutiã diferente pode dar um up no nosso dia.
Adorei o texto!
bjo!
Hum, me deu vontade de comprar lingeries novas! :)
Eu fiz a cirurgia de redução de mamas ano passado e não me arrependo. Ainda continuo com peitões, mas agora eles cabem em sutiãs bonitinhos e diferentões. É muito bom poder comprar o modelo que quiser na loja, porque sabe que eles vão caber. :) De quase 48 agora uso 44 e sou feliz! \o/ ÊÊ
hehehe eu acho meus peitos de tamanho bom. Uso M/G 44 em confecções variadas, e estou passando a amar comprar sutiãs e lingeries ^.^ acho tão lindas!!!
Adorei o post! hehehe
Olha, te entendo perfeitamente! Eu uso 46 tb, e G nunca me serve…eu era sempre a que tinha mais peito da sala. às vezes gostava, às vezes não, hj confesso que não uso blusa decotada pq não gosto mesmo, mas quem sabe um dia isso muda…
é tão bom né qdo vc tem 15, 16 pq a gravidade realmente não te atinge…hj eu vejo que já começou ahaha
beijos
ALGUÉM ME AJUDA???????
Bom, eu tenho 14 anos, tive que pedir um sutiã para a minha mãe, acho q se eu não pedisse ela não me daria um ¬¬
Minha mae me comprou um P, só que ele fica muito grande, isso faz que quando eu coloque uma blusa pareça que eu sou defeituosa, então eu não uso, peguei um top de malhação emprestado com a minha amiga, uso ele mas ainda queria um sutiã com bojo, me ajudem pq eu não sei mais que tipo comprar pois todos ficam ruim em mim, meus seios começaram a crescer esse ano, então estão começando a ficar um pouquinho arredondados agora, mas continuam pequenos, eu nem quero que eles fiquem grandes, detesto ter peitos, queria ser criança para o resto da minha vida!!!
COMO EU COMPRO UM QUE FIQUE BEM E MIM???
kkkkkkkkkkkkkk é normal eu fiquei asim