da garota correndo na chuva

Ontem estava esperando meu ônibus quando começou uma chuva típica de verão, com aqueles pingos grossos e espaçados. Sempre que chove assim, confesso que enrolo um pouco para procurar abrigo e lamento não poder, de fato, tomar chuva -- me molhar, ficar em sopa mesmo.

Explico.

Há uns 11 ou 12 anos, estava na praia nas férias de verão quando aconteceu uma chuva dessas. Andava embaixo de uma cobertura, que protegia a passarela de pedestres no estacionamento da colônia de férias. Foi então que topei com uma garota, que estava correndo. Sabe quando você está andando rápido e vem alguém na mesma direção, então vocês param por um segundo, olham um para o outro e decidem quem vai para lá ou para cá? Foi um encontro desses.

Ela estava toda molhada, o cabelo pingando, a camiseta grudada no corpo revelando o biquíni por baixo. No segundo em que nos olhamos, um sorriso enorme surgiu em seu rosto, mesmo com a respiração ofegante. Como disse, ela estava correndo. Mas não era para fugir da chuva! Ela brincava com um rapaz de pega-pega. Os dois, com 17 ou 18 anos, eram lindos. De verdade. Tanto, que fiquei paralisada!

Percebi como ela estava feliz. Uma coisa tão boba, uma brincadeira meio infantil mesmo... Mas ela estava absolutamente feliz. Então o menino veio por trás, apertou a cintura dela e ela correu atrás dele.

Essa imagem ficou gravada na minha mente e acho que é daquelas que nunca esquecerei. Ela meio que simboliza o que espero de uma paixão: que ela me tire o medo de ser criança de novo, de correr na chuva, ficar toda molhada, descabelada e, ainda assim, linda. Lindíssima. E absolutamente feliz.

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Já que o último post de verdade foi sobre chuva, deixa eu contar que ontem tomei chuva? Estava a caminho da pós e começou aquele chuvão. O trajeto entre o ponto de ônibus e a sala de aula é relativamente... Leer más

11 comentários

Nossa, amei o post, Ju!
Adoro essa vibe poética/romântica, coisa bem de menininha ^_^

Beijoca

Ontem ao sair do shopping tava chovendo horrores, resolvemos esperar. Mas, tal foi minha vontade de puxar o Bruno pela mão e me jogar naquela cachoeira que estava fora do shopping. Por "prudência adulta" de não me resfriar e fazer Bruno já resfriado piorar, esperamos.

Ao sair chovia um pingo aqui, outro alí. Ao chegar no bairro onde moro estava chovendo de deixar a roupa gotejada, sem ensopar e alí decidimos, sem alternativa de guarda chuvas, esperar o ônibus debaixo daquele plim plim plim.

Foi lindo!
Que seja da forma como você quer, Ju!

Poxa, que lindo esse post, que sensação deliciosa que tive ao ler!
Primeira vez que venho aqui, e já gostei muito.
beijos

Hmmmm, que perfeito!
Agora eu também não vou esquecer disso.
Obrigada, dona Ju! ;)

História bonita. ^^
E mais bonito ainda é saber que alguém reparou nisso, as pessoas andam com tanta pressa que ou não reparam ou acham a coisa mais boba do mundo.

Beijo

muito fofa a sua mensagem

me fez lembrar de uma cena do filme
"Diário de uma paixão" em que o casal se beija debaixo da chuva.

bjos

E imaginei tanto a cena que quis estar lá para ver :)
Quero dias de chuva assim também.

Que post gostoso de se ler. Gostei muito,singelo, mas lindo na sua essência. Assim como você, também espero na minha vida um amor que me faça sentir bem, que não tenha medo de se entregar, e que me prove que é possível acreditar no amor, e no romantismo, apesar de tudo.

Se quiser aparecer no Verso sem Rima, ficarei muito feliz! Bjs!

http://versosemrima.blogspot.com

deve uma imagem boa de guardar. felicidade nunca é demais =p

Mas correr assim na chuva ate eu quero. :)
Bjitos!

Comente!

Juliana Vargas Ferreira...

Também conhecida como Ju Mary. 24 anos, São Paulo. Produtora Editorial. Cinema, música, teatro, dança, artes plásticas, literatura, gastronomia, moda, consumo, futilidades, eu, você, o mundo. De tudo um pouco....
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