Arquivos | October, 2009

o mundo “secreto” dos capistas

29 Oct

Uma das etapas mais importantes na produção de um livro é a capa. Ela é uma das maiores ferramentas de marketing do mercado editorial, porque, apesar daquele velho ditado que diz “não julgue um livro pela capa”, na prática, não é bem assim que acontece. Quem aqui nunca teve vontade de levar um título para casa só porque a capa (ou o design, como um todo) era incrível? Ahn? Ou pelo menos pegou e deu uma olhadinha do que se tratava porque aquela capa em especial chamou a atenção na estante da livraria?

Por isso mesmo, é normal as capas sofrerem muitas (às vezes, muuuuuuitas) idas e vindas. Arruma isso, agora aquilo, empurra um pouco mais para lá, troca a foto, troca a fonte, troca a cor, começa tudo de novo, melhor refazer o briefing, xiiii… Até chegar na capa, de fato, acontece tanta coisa, que renderiam boas histórias. Ou bons posts!

Essa é a ideia de dois blogs: o Shelved Books (em inglês) e o Caderno de Imagens (brasileiríssimo). Os capistas mostram seus estudos até chegar na capa aprovada pela editora, às vezes descrevendo o processo de criação em cima dos pedidos de cada cliente. Verdadeiras aulas!

Outro blog bacana é o The Book Design Review (em inglês). Lá, apesar de não conhecermos as capas recusadas, são levantadas discussões interessantes sobre diversos tipos de capas, coleções e até mesmo comparações entre as criações desenvolvidas ao redor do mundo para um mesmo título. Esse último é meu favorito: adoro ver as diferentes escolhas, dependendo do país em que a obra está sendo publicada.

Agora, se você é um capista em busca de inspiração, não deixe de visitar o viciante The Book Cover Archive (que também tem um blog). Lá, você pode buscar capas por título, autor, capista, ilustrador, fotógrafo, editora, gênero e até fonte utilizada! Também vale uma visitinha ao Book Worship, dedicado a reunir capas das décadas de 1950, 1960 e 1970. Mais vintage, impossível! :D

E quem conhecer outro site bacana sobre capas de livros, põe na roda (ou seja, comente! rs).

música: é lasgo, mas não é lasgo

28 Oct

Nos meus passeios pelo You Tube, levei um susto quando vi uma sugestão para assistir ao novo clipe do Lasgo. Cara, Lasgo! Eu fui em um show do Lasgo em 2003! Eu adorava Lasgo, tenho vários momentos com músicas deles como “tema”, rss… Fui correndo assistir ao clipe de Lost, quando percebo uma coisa um pouco diferente…

“Essa não é a Evy!”, fiquei pensando. E não é mesmo! Ela é a Jelle van Dael, uma garota de 18 anos. Depois de três anos sumido, o Lasgo voltou “repaginado”. Putz… Mas, como sou lerda (de novo, não foi só em relação ao Mika! rs), ela já está com o grupo há algum tempinho – o suficiente para lançar outros dois clipes: Gone e Out of My Mind. Esse último clipe, aliás, achei tosquésimo! rsss

Vai, não é que seja tão ruim assim, eu ainda curto essa música eletrônica com letra de música pop (ou seria música pop com batidas eletrônicas?! rs). Mas não é Lasgo. Nas apresentações, rola até coreografia com bailarinas no palco… Enfim, é Lasgo, mas não é! rss

Aliás, o visual dela me deu um Avril Lavigne #feelings huhauhua… Parece muito!! :D

música: novo álbum do mika é ótimo!

26 Oct

Faz tempo que não falo do Mika aqui, né? Tive uma fase muito dependente dele para ser feliz, então é estranha essa lacuna… rss

Acontece que ele lançou seu segundo álbum, The Boy Who Knew Too Much, e você pode ouvi-lo inteirinho (e de graça) na Rádio UOL. Faça um favor para você e escute. É ótimo! É alegre, pra cima… é Mika.

Como faz um tempinho que ele lançou o álbum (lerdeza minha, desculpem!), já tem dois clipes superdivertidos para matar a saudade. O mais recente é Blame it on the girls.

Mas não dá para perder o show de purpurina e luzes de We are golden, primeiro single do novo álbum!

Dia 23 de novembro, ele lança Rain. Aiiiii!!! Sinto sinais de vício se aproximando! rss

um pouco sobre edição de livros

26 Oct

Semana passada, o Moda Pra Ler publicou uma entrevista com a Mariana Lanari, que é a editora responsável pelos livros de moda da Cosac Naify. Mariana falou como é o processo de produção editorial – que vale para qualquer tipo de livro, na verdade, não só os de moda.

Para quem saber um pouco mais sobre como é o trabalho em uma editora, recomendo!

blogs corporativos de editoras de livros

22 Oct

A Cosac Naify está com site novo e, entre as novidades, lançaram o blog oficial da editora. Posso estar enganada, mas acredito que, entre as maiores editoras brasileiras, eles são os primeiros a manter um blog corporativo. Muito recente e, consequentemente, com poucos posts, é difícil dizer como o público vai receber, no entanto, já é possível sentir o tom do conteúdo que será gerado. Com textos bem humorados, porém sem qualquer tipo de assinatura, a editora fala de seus lançamentos, prêmios conquistados e eventos.

A vantagem do blog em comparação a outras ferramentas de divulgação, como o catálogo virtual e as matérias na imprensa, é justamente permitir um diálogo com o público. Não só falar que uma nova coleção será lançada, mas porque foi lançada, qual sua importância… Até mesmo discutir a escolha de uma determinada capa (farei um post só sobre blogs que tratam disso, provavelmente amanhã), fazer entrevistas com autores (com a colaboração dos leitores), entre outros. Acho uma ação válida, com um impacto muito mais positivo do que negativo. Como disse em uma outra ocasião aqui no blog, as empresas de comunicação do Brasil ainda são muito conservadoras e uma ação como essa dificilmente será adotada em massa, mas sempre fico grata ao ver uns e outros experimentando.

Lá fora, outras editoras também possuem blogs corporativos e existem dois que recomendo muitíssimo. O primeiro é o da Penquin UK, o The Penguin Blog. O blog é mantido por diferentes funcionários e os posts são assinados, o que acredito ser uma enorme vantagem – gosto de ler posts escrito por pessoas, mesmo que sejam em nome de suas empresas. Afinal, saber que aquele texto veio do cara que cuida das vendas ou da estagiária da assessoria de imprensa faz toda a diferença para mim.

Além de todos os assuntos que citei no segundo parágrafo, o blog da Penguin também traz resenhas de seus livros escritas pelos funcionários e alguns rankings, como “os livros favoritos para o verão, segundo a equipe de direitos autorais” ou “as melhores capas da temporada, na opinião dos nossos diretores de arte”. Adoro! Outro tipo de post que sempre fico feliz de ler nesse blog são as reflexões sobre o mercado do livro, desde o testemunho de um novo funcionário que se sentia mal por não ler tão rápido como seus colegas de empresa até uma discussão sobre blogs de literatura, levantada pelo responsável pela publicidade. Textos inteligentes, sinceros, acessíveis… Para mim, é o exemplo ideal do que fazer em um blog corporativo de uma editora de livros.

Outro que acompanho com frequência é o The 26th Story, da Haper Studio (EUA). Eles são moderninhos e os posts refletem isso. A maioria trata das tendências do mercado, estratégias de marketing e divulgação, o desafio do e-book e das novas tecnologias… São textos interessantes e provocadores. Não me esqueci mais do post com orientações para autores que farão sua primeira sessão de autógrafos. Por mais engraçado e verdadeiro que seja, eu não teria coragem de escrever algo nesse tom, nem aqui no Megacombo, com medo de “ofender” alguém. E os caras colocam isso em um blog corporativo! Tem tudo a ver com a proposta deles, mas, ainda assim, é ousado. Faz eu me sentir uma bobinha, rs

Resumindo: dá para fazer muita coisa bacana em um blog corporativo. Entendo perfeitamente a cautela das empresas, de um modo geral, não só do mercado livreiro. Mas não deixo de admirar essas iniciativas. Enquanto não é uma prática regular, a saída para um diálogo aberto com o público pode ser criar um blog como o Editorial Anonymous, mantido por uma editora norte-americana de livros infantis (eu acho que é uma mulher, mas não tenho certeza, rsss). Os últimos posts tratam justamente do drama número um de quem escreveu um livro: como conseguir ser publicado? O anonimato permite que ela (ele?) dê respostas muito pertinentes. Outro que merece entrar nos seus feeds. ;-)

Quero aproveitar para dizer que sempre (sempre, sempre, sempre) que escrevo aqui no Megacombo, ou no twitter, ou em qualquer outro lugar, sobre o mercado editorial e minhas impressões a respeito dele é a Juliana profissional de editoração quem fala, nunca a Juliana funcionária da empresa xis. Minhas opiniões são absolutamente pessoais e não refletem necessariamente as da editora em que trabalho. Afinal, esse blog existe desde a época em que nem em editora eu trabalhava! rss…

um dia para amar o seu corpo

21 Oct

Dia de Amar Seu CorpoEm sua 12ª edição, o Love Your Body Day (Dia de Amar o seu Corpo) será celebrado em 21 de outubro de 2009. A proposta é uma blogagem coletiva sobre a beleza de verdade, o amor ao próprio corpo, as distorções midiáticas ou o que você considerar que é adequado para este dia.

Desde que li sobre essa proposta, me entusiasmei e comentei no Twitter, convidando quem quisesse aderir à causa para participar da blogagem coletiva do Love Your Body Day. A Marina fez um longo (e excelente) post falando sobre a importância desse dia e as reflexões que ele propõe. A Deborah trouxe algumas dicas para você repensar a maneira como enxerga a beleza e, consequentemente, seu próprio corpo. Já eu, bem ao meu estilo, vou falar da primeira coisa que me vem à cabeça quando penso nessas questões do que é certo ou errado, bonito ou feio, em relação à aparência física: meus joanetes (que eu chamo de minhas joanetes – sim, falo errado! rss). É uma história bastante engraçada.

Para quem não sabe, “o joanete é a denominação popular de uma elevação (protuberância) que se forma no osso metatarsiano do primeiro dedo do pé. O conjunto formado pela protuberância, pela deformidade na lateral do dedão, pelo desvio rotacional (dedão roda e fica muito encostado ao segundo dedo) e pelo desvio angular em direção ao segundo dedo é conhecido como hallus valgus” (fonte). Só pela leitura dessa descrição dá para imaginar que é um defeito – tem até cirurgia corretiva!

Acontece que eu tenho joanetes desde que me entendo por gente. Não só eu, como minha mãe, minha avó materna e uma boa parcela das pessoas que conheço (há uma predisposição genética). Por isso, quando criança, achava meu pé perfeitamente normal. Fiz balé clássico por algum tempo e sempre escutava que isso podia fazer aparecerem joanetes e que eles doíam. Os meus já estavam lá e não doíam. Logo concluí que “essa tal de joanete” devia ser um calo, ou uma bolha, ou algo do tipo. A definição do Houaiss (bolsa serosa recoberta de derme e de epiderme espessa, desenvolvida na articulação do pé, causada pela compressão do sapato) colaborou ainda mais para meu equívoco.

Só na faculdade, morando com outras pessoas, tive a oportunidade de observar pés tidos como “normais”. O curioso é que eles me chamaram a atenção justamente porque faltava algo neles. Sim, os joanetes! Aqueles pés não eram normais, eram bizarros. E feios! Sério, acho pés sem joanetes feios – até hoje.

A minha concepção de pé ideal já está tão arraigada que nada nesse mundo me faz pensar em um pé sem joanete como um pé desejável. Hoje tenho calos e, eventualmente, meus joanetes doem. Algumas sandálias com tiras ficam estranhas também. Mas a culpa é toda dos sapatos e de seus desenhos mal elaborados, nunca dos meus pés. Meus pézinhos magros, com seus tendões salientes, ossos visíveis e aquele joanete apontando para fora quase como um dedo adicional, são lindos e perfeitos!

Ninguém conseguiu me convencer do contrário nos últimos 24 anos, o que me leva a crer que já sou um caso perdido. E se você não tem joanetes, mal aí, mas nem me mostra seu pé que eu não tô a fim de ver “aberrações”… :P (brincadeira, rs)

[update 22.10.2009]

Ontem escrevi tão correndo que mal conclui o texto! Desculpa! :D

Sempre que eu me sinto mal com algo da minha aparência que foge do “padrão”, me lembro dos meus joanetes. Eu poderia ter sido duramente zoada na infância e ter vergonha dos meus pés, mas, como eles nunca foram percebidos pelos outros (exceto vez ou outra em alguma loja de calçados, quando algum sem noção vem querer me convencer a operá-los – oi?!), não cheguei a ter complexos.

O mesmo vale para qualquer parte do seu corpo. Se não fosse a mídia berrando o tempo todo como ela deveria ser, sinceramente, você mudaria? Reflita sobre isso antes de brigar com a sua natureza. Ame o seu corpo!

solteira e amarga

17 Oct

Que atire o primeiro gloss quem nunca teve um momento “solteira e amarga”. Sabe quando você está andando na rua, atrasada para a aula e esperando o semáforo abrir, e vê aquele casalzinho carinhoso do outro lado da calçada? E a sua vontade é que um míssil caia na cabeça de ambos e os exploda?

Ou então quando você entra no seu orkut e as últimas atualizações dos seus amigos é aquele mimimi de “bb voxê é linduuuu” e ”sdds da minha pincezzaaa”. E você mente falando que o que te irrita são os erros português, sendo que, na verdade, você está com nojinho mesmo é daquela melação toda?

Ih, amiga, relaxa… É só uma amargura passageira.

Nessas fases, tudo irrita. Eu acho que é pior que TPM. Músicas, videoclipes, seriados, pessoas andando abraçadas (pior: se beijando), amigos babando o ovo de seus amores… Tudo é motivo para enjoo ou até mesmo uma fúria assassina.

Quem me dera eu tivesse a resposta para essa situação para colocar aqui no blog. É semelhante a todo mundo estar bêbado, menos você, sabe? rss Solução mesmo, só se você entrar na onda e encher a cara - nesse caso, se apaixonar por alguém.

Como eu sei que se apaixonar não é muito fácil nesses momentos em que você está com pensamentos ultranegativos em relação a relacionamentos, certa de que todos a sua volta são idiotas que, em breve, levarão pés nas bundas, ganharão lindos pares de chifres e chorarão com seus corações partidos em pedaços (sim, o lance é sério!), só posso dar um conselho: respira fundo e pensa em outra coisa.

Para dar uma motivada, pense que amanhã será você quem despertará a inveja de algum solteiro. Então faça aquele carão e siga adiante.