Arquivos | September, 2009

aniversário do blog

29 Sep

Hoje o Megacombo completa quatro aninhos! :D

Estou planejando uma promoção de aniversário. Espero conseguir colocar no ar ainda nessa semana. Aguardem! ;-)

E, claro, posts! Ando relapsa, eu sei…

livros: a arte de recusar um original

25 Sep

Ontem eu já estava “partindo” para o ponto de ônibus quando a lombada cinza de um livro fininho (144 páginas é fininho para mim, rs) chamou minha atenção na nossa estante de dicionários. Não lembro direito agora, acho que eu estava guardando o Volp (meu novo melhor amigo :P) quando vi essa coisinha tímida entre tantos calhamaços. Era o livro A arte de recusar um original, do canadense Camilien Roy.

Peguei emprestado meio rindo de mim mesma. Quando eu teria tempo para ler mais um livro? Sério, tá complicado… Mas eu comecei lendo lá no ponto de ônibus (meio escuro, não façam isso!) e continuei lendo no ônibus (balançando, dá dor de cabeça, não façam isso!) e só fui fechar pouco antes de chegar em casa, com o livro todo lido.

Pois é, tempo a gente sempre arruma pro que quer, né? rs

Vou colocar um pedacinho da orelha para vocês saberem do que se trata:


…se escrever é sempre uma aventura, esta não se compara à tentativa posterior de publicar o livro. Se antes estava só, contando apenas com os próprios recursos, agora o escritor terá um exército inteiro contra si: um batalhão de editores implacáveis empenhados em mantê-lo nas brumas do ineditismo. E, como se sabe, não há nada mais cruel que um editor, nem mesmo os sargentos ou os treinadores. Não existe autor que não tenha sido recusado ao menos uma vez e existem milhares que o foram dezenas de vezes.

Original é o nome que damos no mercado editorial para um livro que não foi publicado ainda (também chamado de manuscrito – e, acreditem, há quem leve isso ao pé da letra e ainda mande páginas e páginas escritas de próprio punho para avaliação!). E, de fato, a recusa é bem mais comum do que se pensa. Sabe quem foi recusada por inúmeras editoras? J. K. Rowling. Preciso dizer mais alguma coisa?

Se você tem planos de ser escritor um dia e se, especialmente, planeja contar com esta que vos escreve como um “contato no mundo editorial”, por favor, leia esse livro. Se não puder comprar, leia ao menos a advertência prévia das páginas 9 a 13. Guarde essas palavras em algum cantinho da sua memória, mesmo que, a princípio, elas pareçam apenas uma brincadeira com carga dramática para dar um certo humor ao texto. Depois de receber sua primeira carta de recusa, tenho certeza de que você vai voltar para a livraria.

Vou aproveitar e falar rapidamente sobre original, ou melhor, vou tentar fazer isso rapidamente. Já falei um pouquinho sobre isso antes no blog, logo que entrei na editora (em 2007, passou muito rápido!). A diferença é que hoje eu coleciono um número bastante bom de pessoas que me procuraram querendo publicar um livro e esperando que eu fosse uma atalho. Mas eu não sou! Jamais conseguiria publicar as trovas do meu avô, o que seria uma enorme realização para mim (elas fogem da linha editorial que seguimos aqui), e acredito que teria sérias dificuldades em publicar até mesmo um texto de minha autoria. Mesmo trabalhando aqui, estudando e conhecendo pessoas “importantes”. Imagina a cara que eu fico quando alguém que eu mal conheço começa com aquele papo “estou escrevendo um livro…”! Há! Então não fiquem chateados, eu também só escuto não desses “editores desalmados e insensíveis”. :P (E, gente, sério, eu não tenho acesso aos originais, eles só chegam nas minhas mãos depois do contrato ser assinado, ou seja, se são aceitos!)

De qualquer forma, voltando ao tema do post, o livro é divertido e tem algumas cartas que eu bem gostaria de ter enviado, viu? A melhor recusa? Claro, é a última carta. Mas só vai ter graça depois de você ler todas as outras. ;-)

finalmente, minha primeira reportagem!

22 Sep

Estou toda “pimpona” porque minha primeira reportagem acabou de ser publicada na home do site da pós. Se vocês quiserem ler, cliquem aqui. Podem comentar, vou adorar ouvir as opiniões de vocês.

Tem alguns agradecimentos e extras no “Continue lendo” aqui embaixo, mas eu gostaria que vocês clicassem só depois de ler a matéria. ;-)

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editar livros é sexy

18 Sep

Essa semana eu estava brincando com uma amiga da pós que vai abrir uma editora, dizendo que ela só estava fazendo isso porque descobriu como editar livros é uma profissão sexy depois que me conheceu. :P Brincadeiras à parte, eu realmente acho que existe um certo charme em ver pessoas bonitas com livros nas mãos (dá a ilusão de ser uma combinação perfeita de rostinho agradável e inteligência) e resolvi fazer esse post colocando personagens de filmes que a gente ama, cheios de appeal e, claro, fazendo o papel de editores de livros na tela.

20090918_bridgetjones.jpgNão é por qualquer coisa que nossa querida Bridget Jones surpirava pelos corredores. Com um editor de livros gato (e cafa!) como esse, quem não iria? O primeiro da lista é o irresistível Daniel Cleaver, interpretado pelo também irresistível Hugh Grant. Ai, ai…

20090918_theholiday.jpgEu sou completamente fascinada por O amor não tira férias (The Holiday). Ver o Jude Law é um dos principais motivos. E quer cena mais linda do que ele lendo um manuscrito na cama de casal? Pena que não consegui foto daquela cena. Mas fica aqui o lindo e sexy editor de livros inglês Graham Simpkins. Quando é a próxima London Book Fair mesmo? :P

20090918_proposta.jpg
Ela é durona, mas não deixa de ser linda e estilosa. Claro, é a Sandra Bullock fazendo o papel da editora Margaret Tate em A proposta (The Proposal). E vamos combinar que aquele editor-assistente dela, interpretado pelo fofíssimo Ryan Reynolds, também não é de se jogar fora! ;-)

20090918_misspotter.jpgPara fechar, Ewan McGregor no papel do editor Norman Warne, em Miss Potter. Porque editar livros sempre foi sexy, não é algo que começou ontem, tá? rsss

E, como um bônus, vou deixar a Kate Winslet no papel da minha querida Clementine em Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind). Ela não era editora de livros, mas trabalhava em uma livraria e eu adoro o filme. :P

20090918_brilhoeterno.jpgE vocês? Lembram de mais algum personagem bacana do cinema que trabalhava com livros? Comentem aí! :D

universidade é uma festa (ou não, rs)

11 Sep

Sabe como é sincronicidade, né? Em uma semana eu fui convidada para uma mesma festa universitária por três amigas diferentes, que não se conhecem e fazem cursos sem ligação nenhuma! Mal tinha me decidido a ir – afinal, se tanta gente vai, deve ser bom, certo? rs -, li esse post da Fê falando sobre o fim da faculdade dela (que nem acabou ainda, vai, tem uns três meses de TCC pela frente, rs).

É engraçado esse lance de faculdade… A gente sempre acha que o difícil é entrar, mas, na verdade, complicado mesmo é sair. Não só por notas. É que até certa idade a gente pensa assim: “aí eu entro na faculdade e pronto”. Simples! E você entra, sofre algumas desilusões, ganha novas paixões, aprende uma porção de coisas (pra vida!) e, de repente, você está no último ano, enlouquecido porque tem mil coisas para resolver e desesperado pensando “e agora?!”.

E agora? Vou ter o emprego dos meus sonhos? Fiz tudo que eu queria? Aproveitei ao máximo? Comecei muito cedo? Muito tarde? Faço pós/mestrado direto ou espero? Todo mundo que eu conheço, inclusive eu, passou por essa crise. Calafrios, choro, vontade de mudar de país, de fazer outro curso… Faz parte, é dolorido, mas tem jeito. De verdade! E não tem resposta certa, cada um tem sua resposta.

Eu estudei a vida toda em turmas pequenas, com trinta alunos no máximo, algumas não chegavam a vinte. É assim até hoje. Como minhas turmas não tinham quórum suficiente, nunca tive aquela “vida universitária”, de jogos, torcidas, acampar, altas festas regadas a muita bebida. É verdade que fizemos festinhas, churrascos e tive meus porres. Mas nada com uma cara de filme, sabe? Isso é algo que lamento. Às vezes, queria fazer um curso mais tradicional só para viver um pouco essa “vida de campus”. (O que é meio besta, confesso… rss)

O resultado é que, ainda hoje, ir em “festas universitárias” ainda tem cara de experiência científica para mim. Me sinto meio deslocada, meio furona, sabe? Meio colegial bancando a adulta na balada, rsss… Mas, como eu adoro me desafiar a viver essas “experiências”, hoje estarei lá, naquela imensidão da USP, batendo canecos de uma torcida emprestada. ;-)

(des)encontros de adolescente

10 Sep

Esses dias estava conversando sobre vida amorosa quando parei para refletir naqueles desencontros clássicos que todo mundo teve na adolescência. Sabe como é? É aquele cara que você nunca entendeu direito porque tinha um comportamento tão, digamos, diferente com você e, anos depois, você foi ter um insight magnifíco: “acho que ele era a fim de mim!”.

Ainda não sei se foi bom ou ruim eu só ter me dado conta disso tão tarde na vida, mas, enfim, existem coisas que levamos tempo para aprender, não tem jeito. Alguns, confesso, foi até sorte eu não ter me mancado, porque seria roubada dar bola. Já tem um ou outro que, no fundo, gostaria de ter conferido. ;-) Vou dar dois exemplos clássicos, os que mais me marcaram. Não diria que teria feito algo muito diferente se tivesse outra chance, mas são histórias engraçadas (e, certeza, vocês passaram por algo semelhante).

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a (triste?) história da planta que fuma

10 Sep

É mais uma daquelas coisas que a gente não sabe direito por quem foi feita, mas parece bacana, nem que seja pela “curiosidade” do projeto. Hoje descobri no Twitter “A planta que fuma”. É um girassol em uma casinha de vidro (ventilada, com sol e água) e que vai passar a semana fumando um maço de cigarros por dia passivamente.

Enquanto isso, na casinha de vidro ao lado, fica “a planta que não fuma”, um girassol nas mesmas condições, porém sem a pausa para um cigarrinho.

O que vai acontecer? Não sei, mas estou acompanhando aqui.