28 de May de 2009

não existe amor como o primeiro amor

Atualizado por Juliana às 09:32 | 11 comentários

Você lembra do seu primeiro amor? Não aquele menino que você achava gatinho na quinta série, nem aquela paixão platônica do colegial… Eu falo do primeiro amor correspondido, o primeiro namorado mais sério… Aquele que fez você pensar pela primeira vez que você era especial, que você ia casar um dia, que você ficava combinando o seu sobrenome com o dele e todas as bobagens correlatas. Lembra?

Aí um dia esse namoro acaba e você acha que vai morrer de tanto sofrer. Dói, dói muito. Não vou negar… E todo mundo fica na sua orelha dizendo (como consolo mesmo) que você vai conhecer outra pessoa ainda mais bacana e se apaixonar de novo. Não é mentira! Você conhece mesmo e se apaixona de novo.

E esse namoro também acaba e assim por diante. Só que não é a mesma coisa. É diferente… Parece que seu cérebro criou um certo bloqueio e você sofre, mas não é um sofrimento de querer cortar os pulsos para fazer a dor parar, sabe? Não que seja bom, mas não é tão ruim como foi da outra vez.

E entre namoros e rompimentos você vai ficando mais “forte” e sobrevivendo. Você descobre que pode ficar sozinha e que não vai ficar sozinha, só se quiser. Você é mais você, vamos dizer assim. Chega uma hora que terminar um namoro é um aborrecimento, você chora um pouco, lamenta que deu errado algo que tinha tudo para dar certo, mas no dia seguinte segue em frente.

Não sei se isso significa que amamos menos o outro. Acho que é um sinal de que amamos mais a nós mesmos. A questão é que, na fase do primeiro amor, somos tão despreparados e nos conhecemos tão pouco, que a gente se projeta demais no outro. Por isso dá essa merda toda. Mas a medida que você se conhece e cria sua própria identidade, fica mais fácil. Afinal, você é você, você não muda porque está sem namorado: seus amigos (os seus, não os dele) continuam os mesmos, seu trabalho, sua família… É só uma faceta da sua vida que muda.

Talvez o primeiro amor fique tão marcado na nossa memória nem tanto
pelo amor em si, mas por tudo que aquele rompimento nos custou… Lembro mais como foi difícil terminar meu primeiro namoro
mais sério do que a fase de “paixonite” do começo (tá bom, o fato de
fazer muito tempo também afetou a memória, rss). Estava lendo meus posts pós-rompimento dos relacionamentos anteriores e, nossa, hoje sou praticamente um monge zen
budista nesse aspecto. E a calma toda não é por amar menos, não!

Por isso concordo quando dizem que não existe amor como o primeiro amor. É porque é meio triste admitir essa certa neutralidade que vem com o tempo, já que idealizamos um amor de entrega completa, identificação imediata e um milhão de reações físicas alucinantes por segundo pela simples presença da pessoa amada. Da mesma forma, aprendemos a pensar que terminar um namoro será um martírio obrigatoriamente, mas não é para tanto.

Autoparafraseando-me (uau!), só é difícil terminar o primeiro namoro e sair do primeiro emprego. Com o tempo (e a repetição), fica mais fácil. De verdade! Sei lá, acho que aprendi a ouvir e entender os motivos dos outros, e a respeitar isso. “Deixar livre as pessoas que amo” blá blá blá… E vamos em frente, né? Que ninguém nasceu nesse mundo para mendigar o amor alheio!

11 comentários

11 comentários | Adicione o seu »

  1. Fernanda May 28, 2009

    SENSACIONAL, Ju.
    Concordo do começo ao fim, e chego a dizer que às vezes, apesar da neutralidade, acabamos ficando mais amargos. Ou não, ou a fase da amargura é um caminho para a neutralidade, vai saber? :)

  2. Ellen May 28, 2009

    acho que você tem razão…
    eu meio que me identifiquei, mas fico pensando se não podia ser diferente? será que eu nunca mais vou me entregar como eu fiz no meu primeiro namoro?
    isso ia ser uma pena, realmente quero me apaixonar de virar a cabeça de novo, mas concordo que é cada vez mais difícil romper a “barreira” que a gente cria a cada cara que conhecemos e que nao vale a pena. Aí os coitados que valem a pena e que ficam tímidos por quererem alguma coisa, acabam pagando o pato.
    enfim, acho que é um GRANDE aprendizado
    e que realmente vai ficar mais difícil sentirmos isso, mas acho que vale a pena se arriscar de novo algum dia :) Espero que eu consiga.

    Ai, Ellen, nem me fale… Eu hoje sinto que fico meio presa no começo, me entrego no meio do caminho, mas sempre mantenho uma certa individualidade, “as minhas coisas”, sabe? Aí, quando termina, fico com as minhas coisas só minhas do jeitinho que eram antes. Eu sinto uma tristeza por saber que nunca será tão intenso, mas, por outro lado, é um alívio também. Então não diria que é uma tristeza, é uma certa melancolia…
    Infelizmente, acaba acontecendo isso mesmo e eu acho que tem mais a ver com o fato da gente se conhecer e se aceitar melhor (e até mesmo resistir a mudanças) do que falta de amor ao próximo.

  3. Flávia Curci May 28, 2009

    Hum… eu acho que tudo na vida serve de experiência, mas essa eu não tive desse modo, meu primeiro amor é meu atual marido kkk conta de fadas total! Meu único namorado, meu único beijo, meu único amor correspondido, detalhe básico que sou a mesma coisa dele tb, primeira e única tudo :) Caso raríssimo kkk

    Ai, Fla, tem um menino no meu trabalho que tem a mesma história. Agora a esposa está grávida e eles vão ter um menino. Acho tão lindo isso, mas não foi o que aconteceu comigo! Minha história de amor vai ser escrita com linhas tortas mesmo, rss

  4. Ana May 28, 2009

    meu primeiro namorado mais sério é o atual. :)

  5. Bruna Costenaro May 29, 2009

    Suilad!!!
    Vi seu blog através do da Lia, gostei =]
    Visitarei sempre que possível ^^
    Sabe pelo que entendo do psiquismo humano, esse aparente aprendizado com os namoros terminados, é na verdade uma defesa que aprendemos, pq se apenas o primeiro amor que tem td essa profundidade, quando ele termina fica certo que os demais serão mais rasos…
    Claro que com a repetição se aprende a lidar com a perda e o luto, mas acho que sempre que se repete a defesa aumenta e se aprimora hehehe
    Boa sextaaaaa
    Miquilissss
    Bru

  6. Mari May 29, 2009

    Ai q lindo! É a mais completa verdade! Acho q por ser o primeiro, por tanta coisa nova, dói mais, e com o tempo a gente passa a perceber e a conhecer nós mesmos!
    Tava inspirada hein?
    Bjss

  7. Emili May 29, 2009

    Eu ainda namoro com meu primeiro namorado.. isso já faz quatro anos, e seii que vou sofrer, tenho absoluta certeza do sofrimento se terminar. então eu adio o termino, não que seje ruim namorar com ele, pelo contrario é ótimo! sou feliz e me divirto. So que a minha conciência grita, ter um unico namorado a vida toda, sei lá tenhu minhas duvidas sobre isso. Por enquanto eu penso no presente, e no presente momento estou feliz. Vamos ver o que acontece no presente futuro… infelizmente é assim que tem que ser, do contrário vou sofrer antes mesmo de algo acontecer…. essa é minha grande dúvida! namorar ou não namorar eis a questão? suahsuhaush
    BJU =*

  8. Mari May 29, 2009

    Acho que como a Ana e a Flávia, o Victor foi meu primeiro e único amor, não que eu não tenha namorado antes, eu namorei com dois garotos diferentes e com um deles o namoro durou mais de um ano, daí conheci o Vi e terminei o namoro pra ficar com ele, acho q por isso não sofri e somente com o Vi percebi a diferença de amor e paixão, eu era apaixonada pelos outros namorados, mas nunca os amei, com o Vi foi totalmente diferente.

  9. Vitor May 31, 2009

    Ai é tudo tão complicado qdo é a primeira vez!
    Dá aqueles medo, panico geral, um desepero, enfim tudo o que vc disse. Acontece exatamente igual, parece programado! Com o amadurecimento é tão simples. Aprender, aprender e aprender. E eu espero namorar em breve, rs!
    Beijos Ju
    Vi

  10. Carol Jun 19, 2009

    NOSSA!!! Eu procurei desesperamente alguém que me entendesse na internet, entre todos os meus amigos, em livros, músicas, mas agora encontrei!
    Vc tem razão. Mas a verdade é que não sei se sofro mais (mais tempo com menos intensidade) não sendo tão apaixonada por alguém e sabendo que isso EXISTE, que é possivel amar loucamente! Por outro lado, acho que nao me permito amar alguém assim, criei uma barreira que me impede de gostar de alguém mais do que de mim mesma. Namoro há dois anos e já pensei em terminar algumas vezes, mas no fundo acho que não o faço porque gosto dele, só não é aquela coisa de filme…

  11. nando Jul 03, 2009

    MTO BOM!!

Comentar