…porque não estou postando.
Na verdade, a minha última semana foi muito difícil, pesada, cheia de problemas e pessoinhas infames. Ah, que desespero! Mas aí eu cansei de reclamar parada no mesmo lugar e fui correr atrás da vida e dos pingos dos is e dos jotas. Agora meio que resolvi tudo.
Nesse final de semana terei duas mudanças físicas, de endereço mesmo. Não vão tomar muito tempo porque não tenho muito o que carregar, mas é uma tristeza, uma chateação, enfim. Nunca é bom, ainda mais porque a mudança não é por motivos alegres. Mas pode ser que se torne. Amizades que vão e voltam são típicas na minha vida e vou conviver ainda mais com uma velha conhecida, com quem trocava cartas numa era em que meu e-mail era do Bol e eu tinha que fazer ligação interurbana para me conectar na internet – e agora faz pós-graduação comigo (coincidências mil!).
Vou me virar do avesso, apertar o cinto, correr e correr, mas tudo bem. Já estou sabendo que meus 24 anos serão “marcianos” mesmo: muita luta, muita vontade de crescer e muito vermelho. E alguns conflitos, claro, inevitáveis. Porque crescer significa dar a cara aos tapas e argumentar, brigar… É ou não é? Crescer nunca é fácil.
Depois, eu ando em uma preguiça imensa de falar de mim. Dias desses eu li um post incrível no blog Um milhão de vestidos, do qual sou leitora fantasma assídua (nunca comentei lá, acho, mas leio tudo que ele posta). Ele falava justamente de uma “limpa” que fez em seu blog, tirando posts muito opinativos, muito ingênuos ou tolos, aquele tipo de bobagem que a gente escreve achando que alguém vai ler ou se interessar pelos dramas de nossas vidas. Do tipo “eu sou assim por causa disso e sempre soube que viraria aquilo”, ou todas as questõeszinhas internas mal resolvidas despejadas no mundo sem pudor algum. Como se alguém (além de duas ou três pessoas) se importasse de fato.
Não fiz nenhuma limpa no meu blog, textos assim têm de sobra para todo mundo que possa se deliciar com isso. Mas a reflexão me fez calar por alguns dias. E, claro, a urgência em resolver todas as questõeszinhas que se acotovelaram na minha frente. Mas é da minha personalidade querer resolver tudo mesmo. Na pós já me taxaram como “um paradigma da eficiência” ou algo parecido (tudo bem, melhor ser taxado de eficiente que de displicente). Não é algo que eu me esforce para ser, simplesmente sou assim. Eu sempre resolvo tudo, sempre deixo minha caixa de entrada o mais vazia possível, sempre procuro atender às expectativas de todo mundo.
Desnecessário dizer que 99% da minha angústia particular deriva justamente disso.
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