o plano
Falar de trabalho me deu vontade de publicar um rascunho, originalmente escrito em 7 de janeiro de 2008, mas tão verdadeiro, que serve para hoje. Da lista infinita de posts não publicados do Megacombo!
Tem quem ache que sou uma pessoa super resolvida porque tenho xis idade e já fiz isso e aquilo que gente com muito mais idade do que eu nunca conseguiu. Na verdade, não vejo nada de especial nisso porque a maioria das pessoas do meu “inner circle” fizeram/fazem exatamente o mesmo que eu. Eu não consigo me imaginar agindo diferente, sabe? Não consigo me imaginar sem um norte bem definido. Por isso, não me acho nada especial. Eu simplesmente tracei um plano para a minha vida e decidi segui-lo e, apesar das dúvidas, que foram e são muitas, procuro me manter fiel a ele. A persistência me fez chegar aqui.
No entanto, meu grande segredo é que eu não sigo o plano porque sou um exemplo de paciência e determinação — pelo contrário! Sou super impaciente e autoindulgente. Manter-me no plano é um exercício diário para me tornar uma pessoa melhor e, é claro, eu estou sempre questionando-o. Alguns pontos realmente eram equivocados; aos 17 eram super importantes e, aos 22, não são mais. Em alguns momentos, meus objetivos entraram em conflito e eu precisei deixar algumas coisas para depois, ceder aqui para ganhar ali. Porém, vez ou outra me pego pensando que vacilei de covarde, que tudo seria mais simples (mais resolvido) se eu tivesse deixado o medo de lado e me mantido firme… Por mais que eu pense que “eu fiz o melhor que eu poderia ter feito naquele momento” e “se voltasse atrás, eu teria decidido da mesma forma, mais dia ou menos dia”, é difícil. Afinal, seguir o plano é mais confortável do que mudá-lo.
Não é que eu tenho a vida toda planejada, aff… Nem pensar! Eu só sei que eu quero estabilidade, segurança, e não uma vida aventureira, sabe? É clichê, é ordinário ao extremo, é quase chato. Mas é o que eu quero — mesmo! Eu não sei o que vai acontecer em 20 anos, mas eu sei o que eu tenho que fazer agora para que eu garanta mais uns anos de sossego e mais um passinhos à frente. Por isso, o plano é só para eu não me perder por aí (eu sei que sou a rainha dos questionamentos, da redundância, das “ruminações”). O plano é só para eu lembrar que, por mais desvios que eu faça, ou tenha que fazer, eu sei qual é a via principal. E a qualquer momento eu posso voltar a ela.
Ah, nossa, Ju… Que coisa mais chata!
Quer saber? Eu me sinto bem assim, eu me sinto muito mais eu, porque tem muito mais a ver com meus anseios. Parei de beber loucamente, como direitinho, estudo, evito ver tevê, durmo cedo. Tudo isso porque quero viver 120 anos — com muita saúde, muito conforto, muitos bisnetos e muitos carimbos no passaporte (todos de turismo, vamos deixar claro).
Cada um tem a sua verdade e eu realmente acho que essa é a melhor maneira de viver a minha vida. Mas eu respeito e até admiro quem tem a audácia de sair do padrãozinho que papai e mamãe sonharam. Porque eu não tenho. E nem quero.
2 comentários
é cedo para fazer post de fim de ano?!




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Ué, nada de errado nisso!!! Cada um escolhe seu destino. E se vc teve essa paciência e determinação, bom pra vc, né??? O importante é ter um objetivo. Se o seu é essa vidinha “normal”, td bem!!! E vc ta conseguindo seguir a risca, e isso é ponto positivo pra vc, ta conseguindo o que queria!! :)))
Ju, somos muito parecidas. Pois quando vejo minha vida só consigo pensar em uma coisa “é tudo que meu pais sonharam”, é sério. E eu não acho nadinha ruim, é algo que tenho orgulho. :) E não acho chato essa vida ‘normal’, acho ótima.