Ah, polêmica! Quem não gosta, né? A mídia norte-americana já tinha anunciado que a edição especial de "size and shape" da Vogue US traria o astro do basquete LeBron James e Gisele Bündchen na capa. Para Gise, nenhuma novidade ser capa da Vogue, né? Mas para James sim, afinal ele é o terceiro homem a ser capa da Vogue (os outros escolhidos forma nada mais, nada menos do que Richard Gere e George Clooney).
Motivos para comemorar, não? Afinal, é uma prova de que a comunidade afro-descendente está conquistando seu espaço na mídia norte-americana, especialmente em um segmento tão cheio de preconceitos como o da moda. A Vogue deixou clara sua intenção de homenagear a dupla da capa, por serem, sem dúvida, exemplos de corpos e formas perfeitas para homens e mulheres. Tudo estava muito bem até a capa da revista, que chega nas bancas em abril, ser divulgada.

A mídia (e alguns blogueiros, é claro) caiu matando em cima, comparando a capa com o poster do filme King Kong e acusando a Vogue de reforçar esteriótipos que "ajudaram a escravizar e matar milhares de homens negros por séculos". Afinal, Clooney e Gere posaram de terno, educados e sofisticados. LeBron James surge como um jogador de basquete entoando algum grito de guerra, agressivo e carregando uma flutuante Gisele Bündchen com apenas um braço. Eles deveriam colocar LeBron de terno na capa? Aqui, eu faço a ressalva de que as roupas que ele usa no ensaio são de uma linha da Nike que leva a assinatura dele, pode ter sido uma exigência do próprio jogador. Enfim... de cara, eu não pensei em King Kong nenhum, mas se você considerar que o jogador é conhecido pelo apelido de King James, a associação faz ainda mais sentido.
Em sua defesa, a Vogue pode afirmar que a pose de LeBron faz uma referência direta ao seu trabalho e todo o ensaio traz atletas praticando seus esportes ao lado de modelos (mais foto no Oh No They Didn't). De qualquer forma, eu acho que faz sentido perguntar se a Vogue foi vítima de um preconceito enraizado, presente no subconsiente da fotógrafa, dos editores e de toda a equipe responsável pela produção da revista. No fundo, eu acho que a revista não quis propositalmente associar o atleta negro a um monstro ou a algum animal. Talvez eles tivessem a intenção de constratar força e graça, masculino e feminino. Mas, como disse Jemele Hill, uma colunista do site da ESPN americana, "é difícil acreditar que a Vogue teria feito Brett Favre, Steve Nash ou mesmo David Beckham posarem com sua melhor cara de fera".
A Vogue pisou na bola, pisou mesmo. Deixou transparecer uma série de preconceitos e ganhou uma mídia negativa por bobagem. Até porque a foto da Gise apoiada nos ombros dele é beeeem mais bonita do que a usada na capa.

Sem dúvidas! :D
Eu escrevi este texto após ler um post do blog Síndrome de Estocolmo comentando, por sua vez, um post do Tordesilhas. E vocês também podem conferir um vídeo com o making of da capa no site Style.com.



Sinceramente? Não vi nada demais na capa.
Só que o povo gosta de encontrar mensagens subliminares em tudo, né? Especialmente os norte-americanos.
eu fico chocado com esses politicamente corretos estranhos e já obsessivamente preconceituosos americanos. preguiça deles!
Putz, eu não achei ofensivo sabe? Nem se tiver sido proposital a semelhança com King Kong. Não vi como racismo e sim como mostrar os opostos mesmo, ela,forma feminina, toda graciosa e pura, ele, força masculina e uma beleza mais bruta.
Mas sei lá né!
As vezes a maldade tá apenas nos olhos de quem vê! :P
Eu acho que seria legal ouvir a opinião do Lebron James a respeito da capa e dessa polêmica... Se ele sentiu isso, se ele participou da seleção das fotos e blablabla! XD