Com o fim do ano chegando, sempre dá um misto de nostalgia e agitação. Nostalgia porque a gente tem essa mania de ficar pensando em como foi ano, fazendo retrospectivas, balanços... E agitação porque a gente tem essa mania de ficar criando listinhas do que vai fazer nos próximos 366 dias (ano bissexto!).
Quando eu era criança, eu ouvia as pessoas falando que, conforme a gente cresce, os anos passam mais rápido. É verdade! Simplesmente porque quando você é criança, você tem que esperar o ano passar para você mudar de série e assim por diante. Você se transforma totalmente de um ano para o outro e isso acaba tornando cada ano muito marcante, único. Agora, aos 22 anos, eu não consigo imaginar no que 2008 vai ser diferente de 2007. Mas vai! Sabe por quê? Porque eu quero que todos os meus anos sejam marcantes, únicos e cheio de transformações, como foram os anos da infância e da adolescência.
Não posso reclamar de 2007. Eu me formei e realizei meus dois objetivos pós-faculdade: trabalhar com livros ganhando "xis". E estou aqui, no "maior conglomerado de mídia da América do Sul". Eu finalmente desencantei e assumi que eu sei falar inglês, yes, thank you! Eu leio livros e livros em inglês. Eu palpito no trabalho dos tradutores. Eu assisto filmes praticamente sem legenda. E eu não preciso olhar pra tevê para dar risada das piadas dos meus seriados favoritos (e nem é por conta das reprises, rs). Estou estudando espanhol. E, de quebra, eu tenho fotos e fotos na Ilha de Caras (loshooo, rs).
Eu voltei a visitar o Rio. E não apenas uma vez, mas muitas. Eu não fiquei vomitando de porre. Aliás, eu só liguei para alguém enquanto estava bêbada UMA ÚNICA VEZ! Eu não briguei com nenhum garoto no meio da balada, coisa que eu fiz DUAS vezes no ano passado (ouch!). Eu resisti bravamente à tentação de continuar correndo atrás de um cara gatíssimo assim que descobri que ele tinha namorada (apesar de, quando achei que ele tinha terminado, eu ter mandado um scrap de "oi"... rs). Eu não fiquei insistindo em sair com um cara quando descobri que não ia dar certo. É, ano passado eu fiz isso: eu sabia que ele era afim da ex e a gente nem tinha aquela química, mas eu insisti. Nunca mais! Não vou negar que dei chances para muita gente, mas, quem não soube aproveitar, me perdeu. Mesmo! E eu também aprendi a "perder" as pessoas.
Eu paguei metade do financiamento da facul (o resto já está a caminho, para a metade de 2008). Eu voltei pra casa da minha mãe sem precisar deixar nenhuma das meninas que moraram comigo durante quase três anos na mão. Eu me afastei de pessoas que não confiavam em mim ou que só me puxavam para baixo. Eu me aproximei de pessoas inteligentes, que souberam me aconselhar e me apoiar. E são essas as pessoas que vou levar para 2008. Conto nos dedos, mas assim é melhor: eu posso me dedicar de verdade a quem merece, ao invés de perder tempo com quem só quer me sugar.
Eu emagreci, emagreci demais, engordei, engordei demais, emagreci de novo e estou de bem comigo. Eu continuo com uma pele saudável que nem de longe mostra o quanto eu tive problemas com acne uns anos atrás. Eu voltei meu cabelo para a cor original e estou de bem com ele.
Eu comecei o ano solteira e terminei solteira, mas não posso dizer que fui mal-amada. Isso seria despeito. Eu fui muito bem-amada e admirada sim. Estou sozinha por escolha. Estou sozinha para ficar comigo e me manter fiel àquilo que acho que é o melhor para mim. Para me manter fiel às minhas verdades. E, no final, é isso que importa. Se eu estou bem e feliz, procurando fazer as coisas corretas, mesmo que desagrade uns e outros, já estou fazendo minha parte para esse mundo ser um pouco melhor.
E para 2008 eu quero prosperidade, mais uma vez. Mais dinheiro para poder realizar mais coisas, viajar, conhecer, ajudar quem eu gosto e quem precisa. Eu quero aprender a ser mais humilde, sem deixar de me esforçar para ser melhor. Eu quero amar, amar e amar. E viver!
Como eu acho que não volto tão cedo para o blog, deixo meus votos de um feliz Natal para todos vocês. Que todos os sonhos se realizem e você renove sua fé, não só na religião que você tem, mas na vida! Fé no amor, fé na sua capacidade, fé nas pessoas que você tem a sua volta.

