Tô lendo uma biografia da Leila Diniz aqui. Caraca, eu adorei ela. Ariana das boas! E se toda mulher é um pouco Leila Diniz, eu sou muito! Tava vendo a entrevista que ela deu ao Pasquim, sensacional. Eu também sou uma mulher que, solteira, tem mil casos. Mas, se estou com alguém, sou fiel. Como disse Leila, geralmente sou fiel quando as coisas vão bem. “Fico muito ocupada com a pessoa com quem estou”. E sim, como ela, “já quebrei a cara muitas vezes [por ser assim], mas só me arrependo do que deixei de fazer”. Há!
Eu estou numa fase muito Leila Diniz, de “procurar em mim, saber minhas coisas, meu caminho, minhas verdades e ser como sou”. Livre. Mesmo que isso me custe ficar sozinha, porque agora o mais importante é me conhecer de verdade, desafiar minhas próprias convicções, sabe? Me permitir viver outras versões da mesma história… Hoje eu acredito que se conhecer e se assumir, sem medos, é o verdadeiro segredo para a felicidade.
Não gosto de viver isolada, pelo contrário! O que eu não quero mesmo é alguém me privando de fazer o que me der na telha, conhecer pessoas novas, sentar num balcão e ficar horas falando de arte, política, educação e filosofia com desconhecidos, sair de casa sem hora para voltar, às vezes nem voltar pra casa! Não quero ninguém mais sugando minha felicidade, meu sorriso no rosto, minha disposição e interesse por tudo e todos que passam pelo meu caminho porque se sente inseguro com essa minha abertura para a vida. Até porque esse é o meu maior charme, meu imã pessoal.
No futuro, eu até acredito que vou ser mais contida, menos impulsiva diante das possibilidades e das pessoas. Mas agora eu preciso disso, é uma necessidade maior do que eu — e me faz bem, acima de tudo, ser assim: aberta, exposta. Eu me sinto confortável quando vivo as emoções sem medo, sem contê-las. Infelizmente, não encontrei nenhum rapaz que compreendesse isso… Mas não é que desisti, só mudei a prioridade para ser feliz comigo, de dentro para fora, e não mais ficar esperando o príncipe que vai me salvar e me fazer “feliz para sempre”. Só isso.
“No fundo, sou uma mulher meiga, adoro amar, não quero brigar nunca e queria mesmo é fazer amor sem parar. Eu adoraria isso. Mas, enquanto não posso, não vou me acomodar a uma série de coisas que, para mim, não significam nada”. Foi a Leila quem disse, mas eu assino embaixo.
Recent Comments