Arquivos | February, 2007

…o rio de janeiro continua sendo…

21 Feb

Ah cheguei! O trânsito de São Paulo é tão bom, sem ironia. Como o Davi disse, aqui, mesmo sem as faixas pintadas na rua, os carros andam nelas. E os carros ANDAM! No Rio as pessoas andam ou tentam andar na faixa um e meio, na três e dois terços, onde couber… É o caos! O povo sai do carro para dançar funk no semáforo (ops, isso era a gente, rs). É aquela coisa da propaganda da Skol (ah o verão), temos que ter coisas engraçadas para contar para nossos netos! rs
E eu estava no Rio para virar uma mini carioca, então significa que eu fiquei tostando na praia ao lado do Posto 8, comendo bis(ssxxxxchhh)coito Globo e tomando mate de galão, além da água de coco, claro. Fui nos arcos da Lapa sambar até a morte e fui chamada de passista por legítimos cariocas mais de uma vez! Yo tengo lo samba en los piés, há. Falei “partiu” e “perdeu playboy” até cansar, tetando imitar o sotaque carioca. Cantei “a fiel diz ele é meu, a amante ele é nosso, não sou de ninguém, eu tô na pista pra negócio” sempre que necessário… Ri das meninas dançando na sala o “proibidão”. Pulei atrás do bloco Carmelitas no morro de Santa Tereza. Ouvi marchinhas de carnaval versão funk no carro. Comi pizza com massa fina e catchup. Comi no KFC. Comi empadão de frango sentada na guia da padaria atrás do Copacabana Palace. FIz macarrão com salsicha. Corremos o Leblon atrás de dentista 24 horas. Xinguei o trânsito do Rio milhões de vezes. Ouvi piaidinhas de paulista do motorista do táxi. Andei de carro carregando cinco colchões no colo e espirrando. Desobri que joelho é um salgado assado… rs
E respondi 293784 vezes a pergunta: “você não é carioca, né?” Geralmente depois de soltar um “meu” ou um “porrrque”, “porrrta verrrdeee”, rs Sotaque é o máximo. Mas devo dizer que esse meu sotaque foi o charminho da viagem, partiu corações. Deixei fãs no Rio, tá? :P
O Carnaval no Rio é diferente de tudo que eu já vi. Lá as pessoas brincam o Carnaval o dia todo, tem blocos em todos os lugares, na rua você vê o povo usando máscaras, tiarinhas, colares havaianos, as crianças fantasiadas jogando espuma, confete… É muito divertido ver todas as pessoas, de todas as idades, envolvidas nessa coisa bacana do carnaval de rua, marchinhas, sambas… Adorei!
O melhor? A galera, claro! Cada um de um jeito, cada um fazendo uma coisa diferente e todos ótimos. Ai que saudade doloridazinha… Quero meu Carnaval de volta!
Balança o saco, meu bem, balança o saco, meu bem
Balança o saco de confete e serpentina
Eu vou meter o dedo, eu vou meter o dedo
Eu vou meter o dedo na corda do violão
Eu vou cair de língua, eu vou cair de língua
Eu vou cair de língua no sorvete de limão
Tá todo mundo dando, tá todo mundo dando
Tá todo mundo dando volta e meia no salão

mais que um goiás de amor carrego

16 Feb

Ah, eu acho um charme isso de ter nascido em Góias. Acho mesmo. Adoro falar isso para as pessoas. Apesar de ser mais do interior de São Paulo do que de que qualquer outro lugar do mundo, eu também sou de lá. E de cá, da garoa, do asfalto, das baladas de segunda, do mundo 24 horas acelerado e cibernético, de Sampa.
Mas nesse Carnaval eu serei carioca. Eu serei do Rio e o Rio será meu. Assim seja e assim seremos. Porque se assim for, eu irei amanhã para a cidade maravi-perigosa. Com recomendações de não levar nada de valor e ligar todos os dias para dar notícias. Sim, sim. E depois eu volto pro meu jardim de concreto, lavo a roupa, faço as malas e vou para… Angra. Trabalhar. Mas é Angra! E eu tenho uma coisa com praia e mar. É meio destino de quem nasce longe do mar, quando você vê a praia e as ondas quebrando dá uma sensação de vitória, de “cheguei”.
você é a minha cura, se é que alguém tem cura
você quer que eu cometa uma loucura
se você me quer… cometa

~Zeca Baleiro

high & low

15 Feb

Estou aqui ouvindo Wash e FireFriend, que nem precisa linkar mais de tanto que eu falo, né? Enfim… Instrumentais ótimos… Adoro.
Tô pensando em altos e baixos. Ontem eu fui numa reunião com todos os representantes de sala da Anhembi e a reitoria. Eu já conhecia o reitor da facul, ele é ótimo e engraçado. Eu fiquei pensando como as coisas mudaram nesses quatro anos e que eu e outros alunos mais “invocadinhos” brigamos e conseguimos. Claro, ainda tem muito o que mudar, mas são vitórias que valem ser comemoradas sim!
Depois os caminhos da vida, como eu ainda quero fazer tantas coisas e questiono minha profissão (será que escolhi a coisa certa?). E fico feliz em ver que todo dia eu recebo anúncios de vagas em todos os cantos do Brasil para programadores de PHP. E que o meu nível para algumas empresas já é considerado “intermediário”. Dá ânimo estudar mais, mais, mais, investir. Afinal, essas vagas existem justamente porque falta gente qualificada. Mas aí recebo um newsletter sobre radiojornalismo e penso: “hum, isso deve ser ótimo!” Enfim… Dúvidas, dúvidas, dúvidas. A força gravitacional de Mercúrio balançando minha vida!
Eu acho que foi aquele papo de “como você se imagina daqui a 10 anos?”. Eu tenho uns planos para daqui a 10 anos:
– Estar pagando minha casa própria
– Ter uma pós (ao menos)
– Ter ido ao exterior ao menos duas vezes (sim, duas)
– Não ter filhos, mas ter condições de planejar tê-los
– Plantinhas e um bichinho de estimação
– Independência financeira, oh-yeah
Acho que depois de tanto tempo solteira, eu desencanei dessas coisas de “estar com alguém e bla bla bla”. Sabe que eu estou numa de relacionamentos aéreos (daqueles que existem mas não existem de fato) e estou tão despreocupada como raramente fico que… Ah, é bom, viu! Eu cheguei a conclusão que para eu ser feliz eu terei que buscar um emprego que me permita prosperar. E o que é prosperar para mim? É poder comprar um lar para chamar de doce e meu, poder viajar e poder continuar com os mimos que eu tenho hoje. Não acho ambicioso não… Mas sim, é um futuro meio egoísta e financeiro.
No entanto, aqui bate um coração e eu até faço poeminhas no ônibus a caminho do trabalho…
Falta…
O que falta em você já não faz falta
O que é excesso em você já me é o mínimo
E viver sem ter você é sacrifício

bloqueios

14 Feb

Hum… Tantas coisas para contar e tanta falta de vontade… Resolveram bloquear as coisas de vez aqui na firrrma. MSN? Esquece. Orkut? Há! Meebo…? No way. Bloquearam inclusive o Pandora (meu deus, eu não fazia mal pra ninguém ouvindo música) e o site de alguns amigos meus! Nem sei por quanto tempo vou poder ler meus blogs favoritos, meu horóscopo… Outro dia tentei entrar na Folha Ilustrada e -BAM!- tava bloqueado…
Sim, a Folha Ilustrada… É o fim da picada.
Nem vou falar dos meus “e-mails chats” que recomeçaram essa semana com força total, hahahaha… Outro dia eu estava idiotamente no GMail e comecei a conversar quando fui repreendida com um “se você continuar falando no GTalk vamos ter que bloquear o acesso a esse site também e ninguém vai poder ver seus e-mails no GMail”.
>_<
Odeio isso… Gera um bloqueio mental na minha VIDA. Enfim… Estou decepcionada que nem tenho o que comentar mais… Até porque 80% dos bloqueios são completamente inúteis, como esse da Folha. Sério, eu tentei entrar no Jornal Taperá de Salto e o Caderno 2 deles também estava bloqueado! Meu, eu sempre li as notícias de Salto pela web, agora vou ter que ler pela metade por quê? Grrr… E – sim! – eu vou começar a gastar mais em celular e telefone porque não dá para viver sem falar com pessoas.
Mas adiantaria argumentar? Não sei e não tô afim de discutir. Não tô afim de usar proxy. Não tô, não tô, não tô… Então darlings, mandem e-mails, tá? As outras formas de comunicação já eram… Ok, eu confesso que 90% do meu MSN era para falar com queridos. Aí tinha uns contatos profissionais, mas nada que eu vá morrer sem falar com eles. A não ser que eu queira um emprego novo, né?
Mas mesmo usando o MSN para falar especialmente com amigos e família, eu fazia meu trabalho, entregava nos prazos, fazia hora extra quando precisava… Eu não fica o dia inteiro no orkut, eu entrava uma vez na semana, SE tinha scrap… Sem falar que isso deixava meu trabalho mais feliz, eu ficava mais satisfeita, vinha mais animada trabalhar… Agora eu tô emburrada, mal humorada, lotando minha caixa de e-mails e dependurada no telefone.
Pergunta: será que esses bloqueios todos REALMENTE melhoram a produtividade dos funcionários? Alguém sabe de alguma pesquisa que fale sobre isso? :/

norma lúcia

8 Feb

Eu quero ser Norma Lúcia (4x)
Eu quero ser o fodasso do fodasso do fodasso
Como era Norma Lúcia
Norma Lúcia me ensinou tudo que eu sei
Ela era muito mais tarada do que eu!
Eu quero ser Norma Lúcia (4x)
Eu quero ser o fodasso do fodasso do fodasso
Como era Norma Lúcia

Depois que eu li e vi a peça de A Casa dos Budas Ditosos, eu inventei essa musiquinha infame no meio do banho e agora tá aí, há, muito boa. Eu devia gravar isso! =P
Isso é herança do meu pai, que simplesmente tem música para tudo. Tudo. “Eu vou na padaria comprar pão, pão, pão… Tão fresquinho e gostooooso!!! O branquinho é pra Juju e o moreninho pra Vanessinha, que gostada do pão mais tostadinhooooo”. Acreditem, a criatividade da família é sem limites!
No entanto, por mais gracinha que sejam as musiquinhas do meu pai, ele não ganha nunca da Fernanda Torres cantando “Eu vou, eu vou, eu vou lhe dar o cu… Eu vou, eu vou, eu vou lhe dar a bunda… Vô-vô-vô Vô-rô-vô-vô-vô… Mas você vai broxar ah ah ah ahhhh ah ah ahhhh”. Impagável essa cena, ela cantou exatamente como eu cantei na minha cabecinha enquanto eu lia o livro! rs
Aliás, lendo o livro eu me senti uma ignorante analfabeta. Blasée tem dois “ês”? Ah meu deus, quanto anos eu escrevi blasé, com um ê só? Só aqui no blog tem um postizinho mais abaixo com blasé e não blasée… Mas como burro não é quem não teve acesso à informação (esse é o ignorante), mas sim aquele que teve acesso e não aprendeu, aprendi! Agora é blasée. Certo?
Enfim, numa busca básica aqui eu descobri que blasé é a forma aportuguesada de blasée. Mas eu prefiro em francês até porque eu tava dando uma de metida achando que tava escrevendo em francês antes, às vezes colocava até um itálico pra dar graça…
“Ai que burra, dá zero pra ela!”

baboseiras

6 Feb

Hoje eu passei um dia falando tantas, mas tantas bobagens — daquelas que nem valem a pena serem mencionadas… Sério! Eu fiquei pensando em todas as pessoas que eu queria ter pegado e não peguei e todas as coisas que eu queria ter feito com essas e outras pessoas e que não fiz. E realmente a gente só se arrepende do que não fez. Não consigo pensar em nada que eu tenha feito de que me arrependa — especialmente porque o “hard stuff” não é de domínio público, ufa!
Talvez seja por que eu tenha lido em duas noites “A Casa dos Budas Ditosos”. E eu tenho certeza que daqui a pouco, logo depois de ver a peça com uma caravana de meninas jovenzinhas e ansiosas para chegar aos 30 — a famosa idade do nosso auge sexual evolutivo feminino — o número de baboseiras que eu colecionei hoje vai crescer vertiginosamente.

a fitinha do senhor do bonfim

5 Feb

Hoje vou contar a história da fitinha amarela do Senhor do Bonfim que viveu inúmeras aventuras comigo amarradinha no meu pulso esquerdo e me deu tchau no sábado a noite. Eu estava no carro com a Samirinha quando ela – puft! – partiu. Meu desejo se realizou? Não sei ainda e nem sei qual deles vai se realizar, mas… Estou no aguardo. Se realizar, eu conto!
A fitinha foi assim. Eram férias, janeiro de 2005, eu tinha levado um pé na bunda pós pé na bunda do meu ex-namorado (é, terminou, voltou, terminou… vocês entendem). Aí o me deu uma fitinha, estavámos eu e “aquela que não posso mais citar no meu blog” na casa dele vendo filmes. Dia gostosinho foi esse. E eu fiz três pedidos. Bons pedidos.
E vejam só, dois anos depois, ela arrebentou. Mil vezes eu ouvi as pessoas falando para eu tirar, especialmente “aquela que não posso mais citar no meu blog” na véspera das minhas entrevistas na Natura. “Mas eu não posso! Tem o pedido…”
E não tirei. Eu escondia embaixo do relógio o trapinho todo desfiado. E agora ele sumiu. Tô com saudade dela… Espero que a realização do pedido dure tanto quanto a fitinha durou – pelo menos!