A Saga do Coletivo – Parte 2
31 Oct
A saga do coletivo não começa no ônibus, mas minutos antes, no ponto de ônibus. Quando você sai atrasado de casa e o ônibus, para ajudar, demora para chegar, o seu pensamento é um só: se eu estivesse de carro, já estaria na metade do caminho. Mas não, você está ali. Esperando. E o primeiro ônibus passa tão cheio que o motorista nem abre a porta para você e mais uns 10 entrarem. Ok. Vem outro uns minutos depois. Lotado. Um pouco menos, mas lotado.
Eu resolvi ir direto pro fundo do ônibus dessa vez, mas de repente eu me vi numa situação bizarra. Eram tantos braços em cima da minha cabeça que parecia que eu estava numa sessão espiritual com 15 pessoas me benzendo. Eu desejei ser uns 20 cm mais alta. Eu desejei não estar ali. Eu desejei que o ônibus chegasse logo na Paulista pra metade daquele povo ir embora.
Então eu me livrei dos braços (e suvacos, claro) e sentei. Melhor? Não. Um senhor de pé do meu lado praticamente sentou no meu ombro. Sim. Eu fiquei torcendo pra ele não ter problemas com gases. Affff… Empurra daqui, dali, ele vai mais pra trás e uma menina estaciona a coxa dela no meu ombro. Nesse momento, a visão bizarra do dia: uma tiazinha com uma blusa que certamente não foi desenhada para andar num ônibus lotado. Resultado: a blusa se perdeu no meio do sutiã, dos peitos e da barriga dela. Visão do inferno. Certeza.
Nesse momento, em que a minha cara de patricinha nojenta estava no ápice, eis que um negão estaciona no meu ombro de FRENTE pra mim. A sorte é que meu ombro é ossudo e deve ter incomadado o coleguinho dele, ele foi lá pra trás.
Ah, meu senhor… Eu não nasci pra isso…
Frase do dia: “Aquele ônibus vazio e a gente aqui tudo esbraganhado” (????)
¬_¬V






Também conhecida como Ju Mary. 25 anos, São Paulo. Produtora Editorial. Cinema, música, teatro, dança, artes plásticas, literatura, gastronomia, moda, consumo, futilidades, eu, você, o mundo. De tudo um pouco....
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