o bom professor

Essa semana foi a última de aula aula na pós. Os próximos encontros serão apenas para falar do trabalho final. E a disciplina que encerrou o curso de Jornalismo Literário foi justamente Metodologia do Ensino Superior. Quando vi essa aula no calendário, me deu uma preguiça imensa... Nunca pensei em dar aulas. Assim, já pensei porque alguns professores disseram que eu teria jeito para a coisa (sempre coordenei grupos de estudo, sempre fui representante de sala, oradora da turma e todas essas pataquadas). Mas nunca quis seguir essa profissão seriamente. Se alguma faculdade me convidasse para dar uma aula, aceitaria na boa. Contudo, não me imagino correndo atrás de uma vaga, entendem?

Por tudo isso, a aula me parecia uma chatice sem fim. Só fui porque sou caxias e porque gosto de verdade da aula desse professor. Ele é de uma cidade próxima à minha e o jeito dele falar lembra muitos professores queridos que tive, além dele mesmo ser um querido. Então, fui. Ainda bem!

Além de aprender um pouco mais sobre o ensino universitário no país e me desiludir com o modo como as coisas são feitas por aqui desde sempre, aprendemos sobre didática. E fomos convidados a pensar nos professores que nos marcaram em um exercício ontem, de escrita rápida. Falei sobre dois professores que tive, uma na pré-escola e outro no fundamental II.

Ela foi a primeira a notar meus talentos e me incentivar a ler e escrever bastante. Ele, me ensinou que, mais importante que despejar meu conhecimento por aí, era ser concisa e objetiva, para que a comunicação com os outros fosse clara e eficiente. Ambos me ensinaram a não ter medo de errar e de ousar, a confiar na minha capacidade de realizar as coisas. Ensinamentos que foram muito além da escola, mudaram minha vida, moldaram minha personalidade (pro bem e pro mal, né, porque sou perfeccionista, exigente, crítica e também um bocadinho exibicionista).

E vocês, qual foi o maior ensinamento que um professor lhes passou?

ontem tomei chuva!

Já que o último post de verdade foi sobre chuva, deixa eu contar que ontem tomei chuva?

Estava a caminho da pós e começou aquele chuvão. O trajeto entre o ponto de ônibus e a sala de aula é relativamente curto, mas não o bastante para que o guarda-chuva (vermelhinho!) pudesse me proteger a contento. Chovia muito e ventava. Logo estava com a calça jeans molhada do joelho para baixo. Pesava e o cinto quase não dava conta de segurar (emagreci e a calça está larguinha).

Desisti de correr. Não estava atrasada e o desespero apenas me deixaria mais molhada. O dia ontem foi muito, muito quente, de modo que a chuva era até um alívio. Os pés molhavam nas poças porque estava com uma sandalhinha de nada. Já falei que devo ser imune a leptospirose de tanto que meus pés passaram por águas duvidosas aqui na terra da garoa!

Estava sozinha e segui sozinha. Mas nem tanto. O fone nos ouvidos tocava uma música no último volume e eu cantava. É, cantava. Cantei mesmo, gente, qual o problema? Canto bem mais ou menos, mas na rua ninguém tem que dar satisfação disso e eu estava feliz. Fiquei lá, fazendo de conta que era uma cover de The Veronicas... I feel so untouched and I need you so much somehow I can't forget you, I'm going crazy from the moment I met you!

Como é bom cantar essa música!

Ser eu mesma. Ser feliz sendo quem sou. Não é essa a lição da menina correndo na chuva, afinal?

ausência

Nossa, fiquei mais de quinze dias sem postar nada! Não era falta de assunto, porque isso é algo que nunca me falta. É que estava ocupada com mil coisinhas, entre elas, o trabalho da pós-graduação, que me tomou muito tempo e dedicação. Depois, com a avaliação dos professores, publicarei o texto no blog. Espero que vocês gostem! :)
Ontem estava esperando meu ônibus quando começou uma chuva típica de verão, com aqueles pingos grossos e espaçados. Sempre que chove assim, confesso que enrolo um pouco para procurar abrigo e lamento não poder, de fato, tomar chuva -- me molhar, ficar em sopa mesmo.

Explico.

Há uns 11 ou 12 anos, estava na praia nas férias de verão quando aconteceu uma chuva dessas. Andava embaixo de uma cobertura, que protegia a passarela de pedestres no estacionamento da colônia de férias. Foi então que topei com uma garota, que estava correndo. Sabe quando você está andando rápido e vem alguém na mesma direção, então vocês param por um segundo, olham um para o outro e decidem quem vai para lá ou para cá? Foi um encontro desses.

Ela estava toda molhada, o cabelo pingando, a camiseta grudada no corpo revelando o biquíni por baixo. No segundo em que nos olhamos, um sorriso enorme surgiu em seu rosto, mesmo com a respiração ofegante. Como disse, ela estava correndo. Mas não era para fugir da chuva! Ela brincava com um rapaz de pega-pega. Os dois, com 17 ou 18 anos, eram lindos. De verdade. Tanto, que fiquei paralisada!

Percebi como ela estava feliz. Uma coisa tão boba, uma brincadeira meio infantil mesmo... Mas ela estava absolutamente feliz. Então o menino veio por trás, apertou a cintura dela e ela correu atrás dele.

Essa imagem ficou gravada na minha mente e acho que é daquelas que nunca esquecerei. Ela meio que simboliza o que espero de uma paixão: que ela me tire o medo de ser criança de novo, de correr na chuva, ficar toda molhada, descabelada e, ainda assim, linda. Lindíssima. E absolutamente feliz.

loucura de amor?!

Ontem resolvi dar uma olhada no meu Formspring e achei uma pergunta bem interessante. Curiosamente, precisei pensar um pouco antes de responder o que é uma "loucura de amor". Por quê? Porque tenho sentido que estou fazendo certas "idiotices" por conta de uma minipaixão, por mais que tivesse jurado nunca mais fazer isso comigo... :P

Para mim, a maior loucura de amor é admitir que estou gostando de alguém. É tão complicado! Sinto o tempo todo que estou agindo como uma panaca, mas... que se dane! Já abri mão daquele orgulho que não me levará a nada. Faz tanto tempo que não acontece de eu ver um cara e pensar "ai, quero esse!", que até parece uma novidade. Sérião! Aí surgiram mil sincronicidades para dizer "vaiiiiii!!!"... Não tive como recusar.

Quando me sinto muito patética, leio o blog da Rebiscoito. Ela me faz sentir que sou absolutamente normal! Vou até roubar o trecho de um texto dela, que resume o que sinto nesse momento:

O combinado era: se encontrar e, antes de falar qualquer palavra, dar um beijo. O meu medo, na real, era conhecer e conversar com ele, daí ver que ele não era nada do que eu imaginava e desencantar. Então eu queria fazer a coisa de um jeito bonito e deixar as consequências pra depois.
Não, não combinei nada disso. No entanto, se falta ousadia, sobra vontade. :9

O mais bizarro é que, enquanto fico aqui quebrando a cabeça para resolver esse dilema existencial da paixonite platônica por quem mal conheço, estou dando conselhos amorosos para 80% dos meus amigos. Já estão até me chamando de Hitch! :O Só que minhas orientações parecem só funcionar para os outros, né? huahauahua...

Para fechar com um clima romântico e de expectativa, uma música da Marié Digby pela qual estou doente (pra variar...), chamada "Feel". É meio tristinha, talvez, mas ando sentimental. E a Marié é doçura do começo ao fim, adoro!



Show me, hold me, speak up, and tell me something. Change my mind before it's too late...
Há algum tempo, estava indo para um lançamento com o pessoal da editora quando alguém colocou um CD do Maxwell para tocar no carro. Na hora em que começou "Bad Habits", uma das meninas comentou "Nossa, que música negra e sensual!". O comentário espontâneo gerou muitas risadas (especialmente porque estávamos a caminho do lançamento de um livro sobre sexo!), mas é uma excelente definição da música de Maxwell: ela é supersensual! Não é à tôa que ele foi eleito o Cantor de Soul Mais Sexy pela People! :)


Eu nunca tinha ouvido falar do cara, mas fiquei apaixonada pelo som. Não levei muito tempo para arrumar uma cópia de BLACKsummers'night e recomendo demais. Quem me tem no MSN, com certeza já viu que eu estava ouvindo alguma canção do Maxwell! Minha favorita, "Love You", não tem clipe... Em compensação, achei uma apresentação ao vivo com direito a trechinho a capella e sing-along (esse, de outra canção). Dá para sentir a energia dele no vídeo. Incrível! :)


É um soul agradável, para você colocar no seu mp3 player e ficar "balançandinho" a cabeça, "dançandinho", sabe? Dá vontade de fazer um jantar ultraromântico a luz de velas também, mas aí já estou fantasiando, né? :P Enfim, é música para namorar! Enjoy!
Nossa, essa semana entrei em contato com duas versões incríveis para o forró (é forró mesmo?) de músicas conhecidas... A primeira ficou famosa, é "Me adora", da Pitty, com um toque da sanfona do Aviões do Forró.


A outra é "Você vacilou", versão de "Poker Face", da Lady Gaga, pela Banda Dejavú.


A solução para o "Mamama poker face, mama poker face" foi a melhor! rss

Aliás, se você está procurando o que fazer na net nessa sexta-feira, confira as músicas do Dejavú. Você pode até fazer uma trívia com seus amigos, para saber qual é a música original que rendeu aquela versão. Garantia de boas risadas! ;-)

E, falando sério, é forró mesmo que chama esse ritmo ou tem outro nome? Sempre fico em dúvida se não estou falando alguma bobagem...

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  1. Realizar o sonho de viajar para o exterior e esbanjar meu inglês.
  2. Fazer tudo o que me propus a fazer para a monografia da pós.
  3. Ter uma festa arraso de 25 anos, inesquecível!
  4. Ter meu potencial reconhecido no trabalho (sempreeee!!!).
  5. Baladinhas com as "migs", que ninguém é de ferro.
  6. Conhecer "o cara". Ainda tenho essa esperança, confesso. :*)
  7. Fazer dez novos amigos (na vida real).
  8. Ficar atenta para aproveitar as oportunidades que surgirem na minha frente.
  9. Reclamar menos e fazer mais.
  10. Saúde para dar conta de tudo, especialmente nesse primeiro semestre! 

E quais são os desejos de vocês, hein?

Como uma amiga disse ao telefone hoje: alguém tem que trabalhar! E estou aqui na minha última hora "útil" do ano, ao som de Jack Johnson, esperando o ano acabar. O próximo promete ser muito bom!

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Na bolsa: necessaire, caderninhos para anotações, livro para o trabalho da pós, agenda 2010, óculos de sol e óculos de grau. No Starbucks: Java Chips Frappuccino e espera ilustrada. Nos pés: rasteira dourada fofa da Mr. Cat que ganhei de Natal da minha mãe. Na mesa do trabalho: guloseimas de incentivo para as longas tardes na frente do computador. Adoro tomar Coca-Cola com Mentos Ice de Cereja (não explode, rs). Fica parecendo uma Cherry Coke. :P

Amanhã terei um dia meio corridinho por conta dos preparativos para o Ano Novo, então já deixo um superbeijo para todo mundo que me acompanhou aqui (e no Twitter, e no Facebook, e em todas as outras redes sociais), quem almoçou comigo, quem saiu de balada comigo, quem chorou comigo e quem riu muito ao meu lado. Porque, depois de ouvir um elogio sincero, o que mais me motiva na vida é ver alguém rindo das minhas histórias. Deve ser por isso que sou meio sem noção! :P
A ideia de fazer a série look de férias aqui no blog surgiu meio de impulso, mas refletia uma vontade antiga de me conhecer melhor, definir um pouco mais meu estilo pessoal e trabalhar minha autoimagem. No entanto, dar continuidade ao projeto foi um pouco complicado. Primeiro, estou naquele grupo, composto por 99% da população, que detesta ser fotografado de corpo inteiro. Depois, meu estilo não tem nada de diferente, nem de inspirador (minha honesta opinião!). Por fim, não estava com todo meu armário a disposição: era uma mala de viagem. Foi preciso um pouco de jogo de cintura, especialmente porque o clima se mostrou bem mais quente do que eu esperava. Mas acho que sobrevivi, não?

Fiz um resumo com algumas coisas que aprendi com essa experiência. Aliás, recomendo para todo mundo: tire um mês ou mesmo 15 dias da sua vida para fazer fotos das suas roupas e observe o resultado. É surpreendente! A gente pensa que se conhece, mas não é bem assim. Muitas vezes, não olhamos com atenção para o espelho (por pressa, vergonha, complexos etc. etc. etc.). Vale a pena!

Lembra que no filme As patricinhas de Bervely Hills a personagem da Alicia Silverstone sempre tirava polaroids de seus looks para ver como ficavam no corpo? Com câmeras digitais e timers, ficou ainda mais fácil! :) Experimente.

Juliana Vargas Ferreira...

Também conhecida como Ju Mary. 24 anos, São Paulo. Produtora Editorial. Cinema, música, teatro, dança, artes plásticas, literatura, gastronomia, moda, consumo, futilidades, eu, você, o mundo. De tudo um pouco....
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